A vacina Covid está relacionada a ataque cardíaco em uma menina de 13 anos?

Uma notícia relatando a morte de um menino de 13 anos à macabra vacina tomou conta da mídia. Um grupo de antivacinos afirma, mesmo sem provas, que a morte do menino está ligada à vacina. 

Vacina

A morte de Samuel Veríssimo, no dia 19 deste mês, causou muito espanto e comentários. O jovem morreu após sofrer um ataque cardíaco e as alegações afirmam que isso aconteceu graças à vacina cobiçada. O caso aconteceu na cidade de Jaú, interior de São Paulo.

A notícia acabou aparecendo na última segunda-feira, dia 30, e logo de cara a morte do menino estava relacionada à vacina que ele havia tomado dias antes. Após algumas pesquisas comprovou-se que ele havia até tomado a vacina, porém, não houve relação entre os dois eventos, pois, segundo informações da saúde do menino, ele já estava sofrendo de uma doença que afetava seu coração.

O assunto foi apurado pela Secretaria de Saúde de Jahu, por meio da abertura de inquérito sobre a falsa denúncia. Em geral, foi negado qualquer envolvimento do imunizante na morte do menino.

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O infarto é algo muito comum no Brasil e de acordo com alguns dados do DataSUS, só em 2019 o Brasil registrou cerca de 95 mil óbitos em decorrência dessa doença, porém, também vale destacar que o índice entre crianças de 0 a 14 anos é muito baixo. Para se ter uma ideia, ainda no ano de 2019, das 95 mil mortes por infarto, apenas 18 ocorreram nessa faixa etária.

Os casos de reação de imunizantes contra o coronavírus têm se mostrado bastante positivos, pois não causam grandes prejuízos à população em geral. A grande maioria das vacinas causa apenas um leve desconforto e mesmo aquelas que conseguem causar reações mais graves ainda não são fatais.

Os grupos antivacinas, porém, acreditam em diferentes hipóteses sobre o que esse imunizador pode fazer à população. Neste caso, por exemplo, apesar de a morte da criança ter sido comprovada com uma observação mais aprofundada dos possíveis problemas que este jovem tinha, ainda existem alguns grupos que se recusam a acreditar.

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A maioria das vacinas está sendo administrada da melhor forma possível, desde o embarque até a chegada ao país de destino, seguindo as recomendações da OMS. Este também é um fator crucial para parar a contaminação.

As autoridades destacam ainda que é trivial tomar a vacina para que as variantes do vírus não consigam ir tão longe. Embora a vacina não seja obrigatória em todo o território brasileiro, a verdade é que boa parte da população a aceitou bem.

E como disse, casos recentes de reações vacinais não são tão graves e até agora nenhum infarto relacionado foi relatado, nem mesmo no período de vacinação de idosos.  Reações como febre, dor de cabeça ou dores no corpo são comuns, em alguns casos até um pouco mais violentas, mas não resultam em nada e passam pouco tempo após a aplicação da vacina.

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