Amedeo
Modigliani nasceu na cidade italiana de Livorno, em 12 de julho de 1884, filho de abastada
família judia.
Por causa da saúde
precária não recebeu educação formal e voltou-se para o estudo da pintura, que iniciou
na cidade natal e prosseguiu em Veneza e Florença.
Em 1906 mudou-se para Paris
e, ao fim de três anos de vida boêmia, executou uma de suas obras mais importantes:
"O violoncelista", que expôs no Salão dos Independentes de 1909.
O encontro com o escultor
Constantin Brancusi marcou a carreira de Modigliani, que por um longo período abandonou a
pintura pela escultura. Impressionado pelo cubismo, muito influenciado por Cézanne,
Toulouse-Lautrec e Picasso, o artista executou nesse período esculturas nas quais se
misturam influências da escola de Siena e da arte da África negra, sobretudo das
esculturas do Congo e do Gabão.
Também a influência dos
kouroi (esculturas gregas que representam jovens atletas desnudos) se faz sentir nesses
trabalhos, que Modigliani esculpia sempre diretamente na pedra, na tentativa de preservar
a unidade plástica do bloco.
Essa fase se prolongou até
1914, quando o artista, sem dispor dos recursos necessários à produção de esculturas,
retornou à pintura.
Os temas preferidos de
Modigliani foram, a partir de então, os retratos e os nus femininos com modelos que,
segundo o artista, expressavam "a muda aceitação da vida". Com o raro dom de
conseguir uma imediata empatia entre seus retratos e o observador, dotou suas figuras de
uma sensualidade que se transmite não pela nudez, mas pelo movimento e pelo alongamento
dos traços.
Essa breve fase final do
artista foi a mais importante de sua obra, caracterizada por um despojamento que alguns
críticos creditaram a sua inclinação para a escultura. Modigliani morreu em Paris, em
24 de janeiro de 1920.