Dom Tomás de Melo
(Tom), da ala modernista, não é português, é brasileiro, mas residiu tanto tempo em
Portugal e tamanha é sua participação na pintura portuguesa, que os portugueses o
consideram como tal.
Sobre ele,
escreve Fernando de Pamplona:
«Usando de formas sintéticas e de traço grosso e espontâneo, quando não num
geometrismo sem arestas vivas, representa, com uma nota de melancolia, trechos do velho
casario e tipos populares, de preferência, da beira-mar (Nazaré, Póvoa, Figueira) e,
bem assim, da charneca alentejana, a que imprime, por vezes, cunho ilustrativo.»
Como
decorador, participou da montagem de pavilhões em exposições internacionais, promovidas
pelo S.N.I., órgão de propaganda do governo Salazar.
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