Severo Portela Júnior
1898-1985

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Natural de Coimbra, Severo Portela Júnior, ainda jovem, mudou-se para a capital do país, estudando escultura na Escola de Belas-Artes de Lisboa, tendo, como aluno, apresentado alguns trabalhos não muito significativos, o que levou-o a desinteressar-se momentaneamente dos estudos.

     Seu reencontro com a arte, se deu, não mais com a escultura, mas sim com a pintura, seduzido pela obra de Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929), conforme conta Fernando de Pamplona:

     «Um grande e fervoroso entusiasmo pela arte de Columbano, feita de sutilezas, de meias-tintas, de estranhas e sombrias fulgurações, enchia-lhe a alma de sonhos. Seria pintor!.»

     O homem põe e Deus dispõe. Circunstâncias especiais, alheias à sua vontade, fizeram-no sair de Lisboa para ir morar no Alentejo, onde, por dez anos, ficou totalmente afastado da pintura e sem qualquer contato com as artes.

Somente em 1930 Portela Júnior voltaria a Lisboa, iniciando suas primeiras experiências com pintura e, de início, expôs seu quadro Músicos de aldeia, que lhe valeu o Prêmio Rocha Cabral.

     Foi o ponto de partida para uma carreira bem sucedida de pintor, em que se sucederam, em suas telas, todas as figuras e paisagens gravadas na memória durante os longos anos de vida no Alentejo.

     Portela Júnior foi um pintor versátil. Pintou paisagens, usos e costumes, pintura histórica, pintura religiosa, interiores, naturezas-mortas e tudo mais que lhe aparecesse como tema para expor sua arte.

     Foi também um excelente decorador, deixando murais com belíssimos afrescos, entre eles, um na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, sua terra natal, e outro na Câmara Municipal de Beja, histórica cidade ao Sul de Portugal.
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Os alentejanos
 

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