De visão e processo muito originais, Abel Manta distinguiu-se
pelo rasgo e vigor de seu estilo. Seus retratos impõe-se pela sobriedade de meios, pela
densidade expressiva e por vezes ainda pela sutileza do cromatismo. Diogo de Macedo di-lo
da estirpe de Rubens, Goya e Renoir.
Também se
evidencia na interpretação de paisagens e trechos citadinos, em que tudo se reduz ao
essencial, e na pintura de flores e frutos.
Compondo uma
família de artistas, sua mulher, Maria Clementina Carneiro de Moura Manta era igualmente
pintora. O filho, João Abel Carneiro de Moura Manta (1928), iniciando-se no estilo
figurativo moderno, migrou naturalmente para o abstrato, dedicando-se paralelamente à
ilustração, ao cartaz, às artes gráficas, à decoração, à cerâmica, à tapeçaria,
aos murais, à arquitetura e ao "cartoon".
Fonte: Dicionário de
Pintores e Escultores - Fernando Pamplona
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