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Antônio Carvalho da Silva nasceu na cidade do Porto em 1850 e
faleceu em Lisboa em 1893. Mais tarde, acrescentou o cognome Porto ao sobrenome, para
homenagear sua cidade natal.
Iniciou seus estudos de pintura com João Antônio Correia e Tadeu de Almeida Furtado e
depois, mudando-se para Paris, com uma bolsa de estudos, teve como mestres Cabanel, Yvon,
Beauverie, Grosseillez e Daubigny.
Por essa época, em Barbizon, um grupo de pintores franceses fundou uma escola tendo como
gênero a paisagem e como tema a pintura ao ar livre, o que motivou Silva Porto a fazer o
mesmo, levando seus cavaletes para o campo e pintando os motivos ao natural.
Havendo o governo português renovado sua pensão, o pintor mudou-se, então para a
Itália, instalando-se primeiro em Roma, depois em Nápoles e, por fim, viajando ao
nordeste do país, passando a residir em Veneza.
Os trabalhos paisagísticos realizados durante esse pensionato na Itália iam sendo
remetidos a Portugal, para melhor julgamento, causando a melhor impressão entre a realeza
e os aficionados da arte. Desta maneira, quando voltou a Portugal, em 1879, sua fama entre
os patrícios era enorme, causando uma forte impressão na Exposição da Sociedade
Promotora de Belas-Artes, onde se apresentou com 29 paisagens.
Já de retorno a Portugal, deu com o falecimento de Tomás da Anunciação (1818-1879) e,
interinamente, ocupou a vaga deixada por este professor na Academia de Belas-Artes de
Lisboa. Depois, em 1883, ocupou em definitivo o cargo.
Juntamente com Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929), fundou o Grupo do Leão, assim
conhecido por reunir-se numa cervejaria do mesmo nome, o qual realizou sua primeira
exposição em 1881. Nela, Silva Porto se fez representar com 20 pinturas a óleo.
A
Salmeja, que é reproduzida abaixo, em branco e preto, é uma das mais importantes obras
do pintor e foi adquirida «por el-rei D. Luís». O outro quadro reproduzido, O campino,
é outra importante pintura de Silva Porto.
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