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Bom discípulo de um
grande mestre
Nascido em Paris (França) e falecido em
Niterói (RJ). Foi aluno do grande Camille Corot, com quem se
especializou em paisagem - que tratou larga, livremente - e entre 1841 e 1867 seu nome
figurou várias vezes entre os dos expositores do Salon de Paris, inclusive, no de 1867,
com uma obra já feita no Brasil.
Não se sabe quando e em que circunstâncias
decidiu fixar-se no Brasil e, mais exatamente, no Rio de Janeiro, onde contudo abriu
ateliê em 1866, na Rua da Quitanda n° 27, ali executando não somente paisagens e
retratos (esses, de discreta qualidade), como também lecionando até 1872, Desenho e
Pintura, mudando-se àquela data para Niterói.
Vinet tomou parte inúmeras vezes das
Exposições Gerais de Belas Artes, recebendo na de 1862 medalha de prata, na de 1864
medalha de ouro e na do ano seguinte o Hábito da Rosa, expondo até 1875.
Romântico e antiacadêmico
Sua obra - romântica, feita do natural, sem
artificialismos ou recurso a truques de ateliê - impõe-se pela alta qualidade em que
geralmente se situa, mas também pelo caráter pioneiro de que se reveste, tendo sido esse
artista, antiacadêmico e sincero, um dos primeiros a praticar, no Brasil, a pintura ao
ar-livre.
É provável, inclusive, que sua vinda para o
Brasil se prendesse a alguma necessidade íntima de entrar em contato com a natureza
tropical do jovem país e de, ao mesmo tempo, se subtrair ao ambiente artístico
parisiense, tão mais convencional.
Guardam o Museu Nacional de Belas-Artes, o Museu Imperial de
Petrópolis e algumas coleções públicas ou privadas brasileiras, várias de suas
paisagens, outras sendo propriedade de museus franceses
A taciturna quietude
dos pântanos
Seus trabalhos confirmam estas belas palavras
de Gonzaga Duque:
«A quebrada solitária de um caminho, a
taciturna quietude dos pântanos, as sussurrantes fontes sombreadas pelas franças das
trepadeiras em flor, os velhos troncos carcomidos, abandonados sobre a margem dos
córregos que vão ladeando a terra úmida e escura onde crescem fartos tinhorões e
arrimam-se ninféias de folhas espalmadas, todos esses sítios, onde quer que houvesse um
tom romântico e saudoso, foram por ele interpretados com verdadeiro sentimento.»
Fonte: CD-Rom «500 Anos de Pintura Brasileira»
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Texto do livro de Laudelino Freire
"1816-1916 - Um Século de Pintura"
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Pintor francês, nascido a 9 de
setembro de 1817. Veio para o Brasil em 1856, e aqui faleceu a 14 de março de 1876.
Discípulo de Corot, de quem era também amigo particular.
Entre nós, adquiriu posição de destaque pelo seu valor como paisagista. Foi um
intérprete fiel da natureza brasileira, e as inúmeras paisagens que nos deixou acusam
com felicidade uma sincera interpretação.
Foi, muitas vezes, premiado nas nossas exposições gerais.
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