Henrique Nicolau Vinet

1817-1876
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Bom discípulo de um
grande mestre

     Nascido em Paris (França) e falecido em Niterói (RJ). Foi aluno do grande Camille Corot, com quem se especializou em paisagem - que tratou larga, livremente - e entre 1841 e 1867 seu nome figurou várias vezes entre os dos expositores do Salon de Paris, inclusive, no de 1867, com uma obra já feita no Brasil.

     Não se sabe quando e em que circunstâncias decidiu fixar-se no Brasil e, mais exatamente, no Rio de Janeiro, onde contudo abriu ateliê em 1866, na Rua da Quitanda n° 27, ali executando não somente paisagens e retratos (esses, de discreta qualidade), como também lecionando até 1872, Desenho e Pintura, mudando-se àquela data para Niterói.

     Vinet tomou parte inúmeras vezes das Exposições Gerais de Belas Artes, recebendo na de 1862 medalha de prata, na de 1864 medalha de ouro e na do ano seguinte o Hábito da Rosa, expondo até 1875.

Romântico e antiacadêmico

     Sua obra - romântica, feita do natural, sem artificialismos ou recurso a truques de ateliê - impõe-se pela alta qualidade em que geralmente se situa, mas também pelo caráter pioneiro de que se reveste, tendo sido esse artista, antiacadêmico e sincero, um dos primeiros a praticar, no Brasil, a pintura ao ar-livre.

     É provável, inclusive, que sua vinda para o Brasil se prendesse a alguma necessidade íntima de entrar em contato com a natureza tropical do jovem país e de, ao mesmo tempo, se subtrair ao ambiente artístico parisiense, tão mais convencional.

Guardam o Museu Nacional de Belas-Artes, o Museu Imperial de Petrópolis e algumas coleções públicas ou privadas brasileiras, várias de suas paisagens, outras sendo propriedade de museus franceses

A taciturna quietude
dos pântanos

     Seus trabalhos confirmam estas belas palavras de Gonzaga Duque:

     «A quebrada solitária de um caminho, a taciturna quietude dos pântanos, as sussurrantes fontes sombreadas pelas franças das trepadeiras em flor, os velhos troncos carcomidos, abandonados sobre a margem dos córregos que vão ladeando a terra úmida e escura onde crescem fartos tinhorões e arrimam-se ninféias de folhas espalmadas, todos esses sítios, onde quer que houvesse um tom romântico e saudoso, foram por ele interpretados com verdadeiro sentimento.»

Fonte: CD-Rom «500 Anos de Pintura Brasileira»
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Texto do livro de Laudelino Freire
"1816-1916 - Um Século de Pintura"
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     Pintor francês, nascido a 9 de setembro de 1817. Veio para o Brasil em 1856, e aqui faleceu a 14 de março de 1876.  Discípulo de Corot, de quem era também amigo particular.

     Entre nós, adquiriu posição de destaque pelo seu valor como paisagista. Foi um intérprete fiel da natureza brasileira, e as inúmeras paisagens que nos deixou acusam com felicidade uma sincera interpretação.

     Foi, muitas vezes, premiado nas nossas exposições gerais.
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