Nascido em Lisboa
(Portugal) e falecido no Rio de Janeiro.
Tendo-se fixado no
Brasil, foi nomeado em 1820 pensionista da recém-criada Academia e Escola Real das Artes.
Cinco anos mais tarde tornou-se pintor e retratista da Imperial Câmara.
Aluno-assistente de
Jean-Baptiste Debret na Academia Imperial de Belas-Artes, participou com retratos
das duas primeiras exposições públicas da Academia organizadas em 1829 e 1830 pelo
mestre, a quem substituiria em 1831 na cadeira de Pintura Histórica.
Mais tarde sucederia
também a Henrique José da Silva, falecido em 1834, como professor de Desenho. Foi ainda
professor de desenho de Dom Pedro II e de suas irmãs, entre 1833 e 1835.
Simplício foi acima
de tudo retratista, destacando-se os retratos que fez de Dom Pedro I (Museu Imperial de
Petrópolis), do Conselheiro Francisco Gomes da Silva, o Chalaça (Museu
Histórico Nacional) e do Marquês de Inhambupe (Museu Nacional de Belas-Artes).
Mas abordou igualmente
temas religiosos, como a Santa Ceia, na Igreja da Ordem Terceira de São
Francisco da Penitência, no Rio de Janeiro, e cenas de costumes, como o Irmão
Pedinte, do Museu Nacional de Belas Artes.
Foi não apenas
desenhista correto, como bom colorista.
Fonte: CD Rom «500 Anos da Pintura Brasileira»
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