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Nascido no Ceará (CE) e falecido no Rio de Janeiro (RJ). Integrou a primeira turma de 21 alunos da Academia Imperial de Belas-Artes, em 1926, tornando-se discípulo de Debret, que aliás o cita na Vojage Pittoresque au Brésil como "pintor de flores e decorador, professor de Desenho da Escola Imperial de Marinha na vaga de José de Cristo, falecido". Na exposição de mestres e alunos organizada por Debret em 1928 expôs quatro obras: Prisão (pintada no teatro, a partir de uma cena do balé Usurpador Punido, de Montani), segunda Prisão, essa copiada de Debret, Marinha, também cópia de Debret, e um Grupo de Frutas e Flores do País, no gênero em que tanto se destacaria. Na exposição do ano seguinte volta a expor obras já mostradas em 1829, mais o Retrato de Giulio Romano, copiado de Debret, um Castelo Antigo e uma Alegoria à Criação da Ordem da Conceição. Das Exposições Gerais de Belas Artes participou Reis Carvalho raramente, exibindo trabalhos na de 1843 e na de 1865, ocasião em que lhe foi concedida medalha de ouro, distinção idência à recebida por Pedro Américo. Todos os comentadores de sua obra - de Tomás Gomes dos Santos a Gonzaga Duque e a Homem de Melo - referem-se à "fidelidade" de suas frutas e flores, à "paciência e perfeição" com que as executava, à "imitação da verdade" de que davam prova. Não se falou senão muito pouco de sua extraordinária sensibilidade cromática e linear e da delicadeza poética de sua execução, qualidades que bem se coadunam com a personalidade daquele que foi considerado, em seu tempo, o "primeiro pintor de flores de nossa escola". Ao lado dessa naturezas-mortas que lhe garantiram justo renome, pintou Reis Carvalho retratos e paisagens que pouco lhe acrescentam à fama. A se dar crédito a Gonzaga Duque, o artista faleceu esquecido, no interior da província do Rio de Janeiro. Fonte: CD-Rom «500 Anos da Pintura Brasileira» |
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