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"A Debret, uniu-se Grand Jean e, com outras obras dos dois mestres e seus discípulos, organizou-se, em 1829, a primeira exposição, composta de 47 trabalhos de pintura histórica, de 106 estudos de arquitetura, 4 trabalhos do professor de paisagem e de 4 bustos de gesso de Marcos Ferrez." Eis os termos desse aviso: "Sua Majestade o Imperador. Há por bem que no dia Terça-feira, 2 do próximo mês de dezembro, se faça na Imperial Academia das Belas Artes uma exposição pública de todos os trabalhos mais perfeitos, que os Alunos das respectivas aulas tiverem desempenhado no corrente ano; e ordena que V.Mcê. tenha para esse fim uma conferência preparatória com todos os Lentes, sobre o lugar, e melhor modo de se verificar a referida Exposição; e lhes participe que se achem na mesma Academia, sábado, 29 do corrente, pelas 11 horas da manhã, a fim de que eu possa ouvi-los sobre o arranjo definitivo desse negócio - Deus Guarde a V. Mcê. - Paço, em 26 de novembro de 1928 - José Clemente Pereira." Segundo informa Porto-Alegre, a exposição foi visitada por mais de duas mil pessoas, e dela se ocuparam longamente os jornais, tendo sido, por Debret, organizado e distribuído o respectivo catálogo. Os expositores da seção de pintura foram - Debret, com 10 quadros, entre os quais A Sagração de D. Pedro 1º, O Desembarque da Imperatriz Leopoldina e o Retrato de D. João 6º; Felix Emílio Taunay, com 4 paisagens do Rio de Janeiro; Simplício de Sá, com alguns retratos; Cristo Moreira, com figuras histórias, marinhas e paisagens; Francisco de Sousa Lobo, com retratos e figuras históricas; Reis Carvalho, com marinhas, quadros decorativos, flores e frutas; Silva Arruda, com vários estudos; Afonso Falcoz, com estudos de cabeça, retratos, esboços e desenhos; João Clímaco, com estudos de desenho; e Augusto Goulart, com vários desenhos e estudos anatômicos. A segunda exposição Graças, ainda, aos esforços do pintor francês, auxiliado por Araújo Porto-Alegre, foi que se realizou a segunda exposição, em 1830, mais importante que a anterior. Durante os oito dias que permaneceu franqueada ao público, teve não pequena afluência de visitantes, causando boa impressão os trabalhos expostos. Na Seção de Pintura figuraram 64 trabalhos, cujos autores foram os mesmos da exposição anterior, e mais - Henrique Silva, diretor, Domingos José Gonçalves Magalhães, amador, com vários desenhos, pinturas, alegorias e cópias de Porto-Alegre; Antônio Pinheiro de Aguiar, com cópias; Marcos José Pereira, com cópias e desenhos; Correia de Lima, com estudos de figuras antigas e algumas composições; Frederico Guilherme Briggs, Jó Justino de Alcântara e Joaquim Lopes de Barros Cabral, todos com estudos de paisagem, segundo os quadros do mestre Emílio Taunay. Seguiu-se um período de amortecimento na eclosão que se vinha, auspiciosamente, acentuando, devido à ação de Debret e seus discípulos. Para isso, muito concorreram a retirada deste esforçado batalhador para a Europa e a continuação da velha rixa dos professores com Henrique Silva. Em conseqüência dessa situação, só dez anos depois, em dezembro de 1840, foi que se pôde realizar a terceira exposição pública. A Academia, além do diretor, teve como professores: Emílio Taunay, Grand Jean de Montigni, João Joaquim Allão, Francisco Ovide, Simplício de Sá, Zeferino Ferrez, Marcos Ferrez, Jó Justino de Alcântara, Augusto Müller, Porto-Alegre, Joaquim Cândido Soares de Meireles, Correia de Lima, Corte Real, Carlos do Nascimento, Costa Miranda Júnior... A repercussão na Bahia Na Bahia, este período não teve o brilho anterior. Nele floresceram os discípulos de Franco Velasco, dos quais foram mais notáveis Bento Capinam e Rodrigues Nunes, sem que, entretanto, ostentassem as mesmas qualidades artísticas do mestre. Continuava a pintura na estreita preocupação do estilo decorativo e do gênero sacro, em direção diversa da orientação a que, no Rio, já se ia submetendo a primeira geração de discípulos de Debret. Augusto Müller, Correia de Lima, Porto-Alegre, F. Sousa Lobo, Barros Cabral, Corte Real, Reis Carvalho, Costa Miranda, que foram os melhores representantes, acentuavam a nova tendência, já na pintura histórica, na de gênero e de figura, por todos cultivada de modo apreciável, já na paisagem, em que assaz se distinguiram os dois primeiros. Dos demais, os que sobreviveram, não se revelaram artistas de valor, e outros desapareceram na obscuridade, como acontecera com Falcoz, Cristo Moreira, João Clímaco, Antônio Pinheiro de Aguiar, Marcos Pereira e José da Silva Arruda, que chegou a ser substituto de paisagem na Academia, falecido a 28 de fevereiro de 1833. .... |