Joaquim Insley Pacheco
( ? - 1912)

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O fotógrafo

     Nascido em Portugal e falecido no Rio de Janeiro. Pouco se sabe sobre sua vida anteriormente à fixação no Rio de Janeiro, em 1854. Aparentemente emigrou jovem para o Brasil, radicando-se de inicio no Nordeste, tendo aprendido técnica de fotografia com Frederick Walter no Ceará.

     Depois viajou para os Estados Unidos, aperfeiçoando-se em Nova Iorque com Gurney e Mathew Brady, que se tornaria célebre como fotógrafo da Guerra da Secessão.

     Após essa permanência norte-americana retornou ao Brasil, circulando algum tempo pelo Nordeste até vir residir afinal na Corte, onde jà em 1855 era Fotógrafo da Casa Imperial, e onde manteria até inícios do Séc. XX um afamado estúdio de fotografia.

     Insley Pacheco produzia retratos pelo método da ambrotipia, usando negativos de vidro.

O pintor

     Interessando-se também pela chamada foto-pintura, que consistia em mesclar numa só imagem recursos das duas artes, é provável que para se aprimorar mais ainda como fotógrafo se decidisse a estudar pintura, tornando-se sucessivamente aluno de François René Moreaux, Carlos Linde e finalmente Arsênio Cintra da Silva, que em 1860 introduzira no país a nova técnica da pintura a guache.

     Tal como Arsênio, tornou-se exímio guachista e aquarelista, exibindo por diversas vezes suas obras nas Exposições Gerais de Belas Artes, obtendo medalha de prata na de 1864.

     Após a República passou a expor no Salão Nacional de Belas-Artes, o que fez até 1910, nele conquistando medalha de prata em 1898 e medalha de ouro no ano seguinte. Do mesmo modo, foi um dos expositores do Salão dos Aquarelistas de 1906.

     Grande fotógrafo, Insley Pacheco foi, como pintor, dotado de sensibilidade cromática e de toque. Suas pequenas paisagens, a guache principalmente, revelam sentimento poético e se impõem à consideração por sua inusual imponderabilidade.

Fonte: CD-Rom «500 Anos de Pintura Brasileira»
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Texto do livro de Laudelino Freire
"1816-1916 - Um Século de Pintura"
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     Natural de Portugal, muito moço ainda veio para o Brasil e aqui se estabeleceu como fotógrafo, que o foi notável em sua época.

     Discípulo de Arsênio Silva, com quem se especializara em fazer guaches e aquarelas. Na exposição de 1864 obteve a medalha de prata, e igual prêmio alcançou em 1866, na qual expôs 18 paisagens e uma marinha.

     Foi artista muito estimado, operoso e viveu sempre dos proventos de sua arte. Falecido nesta cidade em 1912.
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