Nascido em
Colônia (Alemanha) e falecido no Rio de Janeiro (RJ). Estudou arte na cidade natal e em
Dusseldorf, e Ciências Naturais e Música em Munique.
Veio para o Brasil em
1858, a conselho de Von Martius, percorrendo logo ao chegar várias províncias nortistas,
cuja paisagem e costumes fixou em aquarelas, veículo em que se expressava superiormente.
Em 1859, já no Rio de
Janeiro, fundou uma oficina tipo-litográfica ao lado do irmão Carlos Fleuiss e do pintor
seu compatriota Carlos Linde. Essa oficina tornar-se-ia em 1863 o Instituto Artístico
Imperial, por decreto de Pedro II.
Caricaturista e publicitário
Henrique Fleuiss, se é
fato que praticou a pintura, deve em verdade ao seu trabalho de caricaturista o prestígio
de que desfruta na História da Arte Brasileira, sendo mesmo considerado por Herman Lima o
verdadeiro criador da imprensa humorística ilustrada no Brasil, graças à Semana
Ilustrada, por ele fundada em 1860 e que viveria até 1876.
A essa
publicação seguir-se-iam a curta tentativa da Ilustração Brasileira (1876-78),
e a retomada da Nova Semana Ilustrada, em 1881, interrompida por sua morte.
Diga-se mais que
foi de Henrique Fleuiss o primeiro cartaz produzido no Brasil - em 1860, justamente para
anunciar o surgimento da Semana Ilustrada -, como dele partiu também a criação
da primeira oficina de ensino de xilogravura em nosso país, fundada no Rio de Janeiro em
1863, com curso regular de três anos.
Da escola expressionista
Odorico Pires
Pinto refere-se, num ensaio publicado em 1949, à sua arte "germânica, naturalista e
marcada pela escola expressionista", nisso, aliás, profundamente diferente, pelo
espírito, da dos demais caricaturistas ativos no Pais, todos eles marcados pela arte
francesa ou italiana.
Quanto à Semana
Ilustrada, assim definiu seu filho, o ilustre historiador Max Fleuiss, a importância
que teve em nossa vida social e cultural: