Henrique José da Silva
1772-1834
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Retrato do Senador João Antônio Rodrigues

 
 


     Henrique José da Silva nasceu em Lisboa no ano de 1772 e faleceu no Rio de Janeiro em 1834. Veio de Portugal para o Brasil aos 47 anos de idade, convidado que foi para dirigir a Academia Nacional de Belas Artes, cargo que ocupou desde 1919 até sua morte em 1834.

      A relação entre Henrique com os mestres franceses que se achavam no Brasil desde 1816 foi crítica. Tomado de ciúmes pela indiscutível superioridade técnica desses pintores, tudo fez para obstar-lhes o caminho, criando dificuldades sem-fim e provocando atritos constantes que prejudicaram o funcionamento da Academia que dirigia.

     Sua brilhante atuação como diretor daquela escola de artes ficou, de certa maneira, ofuscada pelos prejuízos que causou ao provocar os mestres franceses. Foi ele a principal causa do retorno à França, do pintor Nicolas Antoine Taunay. (Texto de Paulo Victorino)
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(texto do livro de Laudelino Freire:
"1816-1916 - Um Século de Pintura"
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     A despeito de sua atitude, incontestavelmente prejudicial e infensa à missão confiada aos franceses, foi contudo sob a sua direção que teve começo o funcionamento da antiga Academia, hoje Escola Nacional de Belas Artes. Prende-o, portanto, à nossa história, esse acontecimento.

     Embora na posição elevada de diretor, era sem dúvida uma das figuras mais apagadas no grupo de primitivos mestres Aquela posição, muita antipatia lhe grangeara, sendo talvez por isso que a crítica de escritores coevos (contemporâneos) lhe foi rigorosíssima ao julgar dos seus merecimentos.

     Entretanto, os trabalhos que nos deixou não justificam tanto rigor. É certo que, ao lado de qualquer dos Taunays ou de um Debret, a sua figura perde o relevo; também é certo, porém, que não deixou de ter mérito e ser digno de algum conceito.

     A sua produção entre nós, além das chapas de gravuras originais, do Retrato de Alexandre Pope e do frontispício do poema desse autor, está representada pelo Retrato do Senador Rodrigues de Carvalho, pertencente à Galeria Nacional, vários desenhos exibidos nas primeiras exposições da Academia, Retrato de D. Pedro 1º e A Virgem com o menino Jesus no colo.

     Nascido em Lisboa em 1772, foi discípulo de Pedro Alexandrino, mestre da pintura em sua pátria. Antes de vir para o Brasil, lá muito havia trabalhado, deixando inúmeras telas, especialmente sobre assuntos sacros. No gênero de retratos, ainda pintou o de Bocage, Wellington e Beresford, figurando o seu nome no dicionário de Bryan.

     Chegou ao Brasil em 1819, chamado para vir substituir Le Breton na direção da Academia. Faleceu a 29de outubro de 1834, ainda no exercício do cargo de diretor da Academia.
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