Nascido em Minas Gerais e
falecido no Rio de Janeiro.
Tendo se matriculado em
1826 na Academia Imperial de Belas-Artes, que então se abria, cursou a classe de Pintura
Histórica de Debret e a de Arquitetura de Grandjean de Montigny, expondo na primeira
mostra escolar, organizada em 1829 por Debret, cópias de detalhes arquitetônicos.
Na I Exposição Geral de
Belas Artes, realizada em 1840, exibiu retratos que lhe valeram medalha de ouro: na II,
efetuada no ano seguinte, Magnanimidade de Vieira granjeou-lhe o Hábito
de Cristo, no grau de Cavaleiro; tomaria ainda parte nas exposições de 1843, 1845 (Retrato
do Imperador), 1846, 1848 e 1850.
Mestre de mestres
Correia de Lima exerceu
ainda o magistério, tendo sido nomeado em 1837 substituto da cadeira de Pintura
Histórica, passando em 1840 a catedrático (proprietário), sucedendo em
tal cargo a Manuel de Araújo Porto-alegre.
Seu aluno mais destacado,
sobre o qual exerceria discreta influência, foi Vitor Meireles de Lima.
Guarda o Museu Nacional de
Belas-Artes suas obras mais conhecidas: a celebérrima Magnanimidade de Vieira,
e ainda Retrato do Marinheiro - Simão Carvoeiro e Francisco Manuel
ditando o Hino Nacional às suas Enteadas.
São composições de
correto desenho, posto que álgidas, executadas sem sentimento ou emoção.
Pintura sem alma
Na verdade, razão parece
ter Gonzaga Duque quando afirma, de Correia de Lima, em Arte brasileira:
«Como pintor, como
desenhador, possuiu os elementos que o estudo e a perseverança fizeram entrar, à força,
no seu cérebro.
«A sua pintura de um
colorido claro, escorrido e de desenho pouco mais ou menos correto é fatigante e inútil;
nada exprime.
«Naquela geometria de
linhas, duras, direitas, ásperas, riscadas por uma impassível mão; naquelas cores
opacas, espessas, às vezes transparentes porém sempre frias, não se encontra a alma de
um artista.»
Fonte: CD-Rom «500 Anos de Pintur Brasileira»
.