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Vista da Gamboa
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Cidadão do mundo
Nascido em Morges (Suíça) e falecido
em Melbourne (Austrália).
Foi aluno, sucessivamente, de Marc-Louis
Arlaud em Lausanne, Jean-Georges Volmar em Berna e Camille Flers em Paris.
Vindo para o Brasil em 1840, fixou-se
inicialmente em Salvador, onde vivia um seu tio, transferindo-se pouco depois para o Rio
de Janeiro, cidade na qual conheceria muito sucesso.
Um elogio de Porto-alegre
Participou com muito destaque da
Primeira Exposição Geral de Belas-Artes, em 1840, embora não viesse a ser premiado, de
vez que pleiteara a nomeação para sócio correspondente da Academia Imperial, categoria
que então inexistia.
Voltaria a se apresentar ainda em outras
exposições gerais, sempre com paisagens (em 1844, Araújo Porto-alegre chama-o inclusive
de "único pintor de paisagem que tem o Rio de Janeiro").
Entre 1842 e 1844 Buvelot publicou, em
colaboração com Louis-Auguste Moreau, uma série de litografias que alcançaram bastante
sucesso - Rio de Janeiro Pitoresco.
Voltando para a
Europa
Casando-se com uma brasileira de origem
francesa, radicou-se em caráter que pensava definitivo no Brasil, tornou-se fotógrafo e
chegou a exibir o cobiçado título de Fotógrafo da Casa Imperial.
Entrementes, realizava paisagens do Rio
de Janeiro e de suas imediações, atendendo a um sem-número de encomendas feitas por
compatriotas, via de regra plantadores localizados na Corte.
Contraindo porém a malária, viu-se
forçado em 1852 a retornar à Suíça, morando até 1864 em Lausanne e em La
Chaux-de-Fonds.
Nesse último ano, inadaptado à fria
atmosfera do Jura, novamente empreendeu uma viagem aos Trópicos, passando brevemente pelo
Brasil para afinal tomar o caminho da Austrália, onde viria a falecer cercado de
considerações e tido como o verdadeiro criador da paisagem australiana.
Paisagista de
primeira-mão
Buvelot foi esplêndido paisagista, e as
diversas paisagens que realizou no Brasil distinguem-se sobremaneira entre as muitas
executadas na primeira metade do Oitocentos pelos artistas europeus de passagem pelo
país.
Um sentimento romântico autêntico dá
vida e alma a essas pinturas, que em certos momentos evocam, pela espontaneidade do toque
e pelo frescor da paleta, Corot, Daubigny, Rousseau e demais paisagistas de Barbizon.
Foi ainda, em grau menor, retratista,
tendo deixado nesse gênero retratos do Imperador Pedro II e da Imperatriz Teresa
Cristina.
Araújo Viana, enfim, diz ter formado
muitos discípulos quando de sua permanência no Brasil - o que colocá-lo-ia entre os
iniciadores da pintura de paisagens em nosso país.
Fonte: CD-Rom «500 Anos de Pintura Brasileira»
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Texto do livro de Laudelino Freire
"1816-1916 - Um Século de Pintura"
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Estreou juntamente com
Cláudio Barandier na exposição inaugural de 1840, apresentando várias paisagens, que
foram classificadas entre os melhores trabalhos.
Propôs à Congregação que lhe fosse concedido o diploma de sócio correspondente, o que
não foi atendido, por ser a proposta alheia à natureza do estabelecimento.
Continuou a apresentar-se nas exposições seguintes, destacando-se, na maioria delas, com
as suas paisagens, que, na opinião de Porto-Alegre, conservavam sempre o cunho dos seus
talentos.
Era
Buvelot natural da França.
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