Gênova
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     Principal porto marítimo e centro industrial do norte da Itália, Gênova ganhou importância histórica como núcleo da atividade econômica européia entre os séculos XII e XIV.

     Capital da província do mesmo nome e da região da Ligúria, no noroeste da Itália, a cidade está situada no golfo de Gênova, ao pé da vertente ocidental dos Apeninos. Tem clima mediterrâneo, com verões quentes e secos e invernos amenos e úmidos.

     Aldeia lígure aliada de Roma durante o século III a.C., no ano 641 da era cristã Gênova passou para o domínio dos lombardos. A partir do século X, iniciou uma etapa de grande desenvolvimento econômico, devido a sua intervenção na primeira cruzada e à criação, em 1099, da Compagna, associação de comerciantes para a defesa da cidade, que no ano seguinte transformou-se na República de São Jorge.

     A conquista da ilha de Córsega, em 1284, deu a Gênova poderio marítimo e econômico. Do século XII ao XIV, a cidade foi centro de transações comerciais e transporte de mercadorias entre a Europa e o Oriente. Além disso, o surgimento de novas formas de contratos comerciais, como o da commenda, e o desenvolvimento extraordinário de seu sistema bancário situaram Gênova entre os principais núcleos financeiros da Europa.

     Durante o século XIV, a cidade sofreu um lento processo de decadência, devido às lutas entre as poderosas famílias genovesas e em conseqüência da perda da liderança marítima em favor de Veneza, além da ocupação de suas colônias do Oriente pelos turcos.

     Nos séculos XV e XVI, as intervenções francesa e espanhola nos assuntos políticos da cidade e a dura concorrência com os portos do norte da Europa aceleraram a decadência econômica de Gênova, que, no entanto, continuou a desempenhar papel preponderante nas finanças européias.

     Destruída em 1684 por Luís XIV da França, em 1768 foi obrigada a ceder a Córsega aos franceses. Em 1797 a cidade constituiu-se na República da Ligúria, que foi incorporada em 1815 ao reino de Sardenha-Piemonte.

     Depois da unificação italiana em 1861 e graças ao rápido desenvolvimento industrial do norte do país, Gênova tornou-se o maior porto marítimo da Itália. Sua ativa vida econômica atraiu grande número de migrantes procedentes das regiões montanhosas, que aumentaram rapidamente a população.

     Gênova é o principal elo de ligação entre o norte da Itália e os centros econômicos mais importantes da Europa central. O porto constitui o coração da cidade, em torno do qual se agrupam várias indústrias: siderúrgicas, químicas, metalúrgicas, madeireiras, têxteis, de cimento, de papel, refinarias de petróleo e estaleiros. Entre suas principais importações figuram petróleo, carbono e cereais; entre as exportações, azeite de oliva, vinho e produtos têxteis (algodão e seda).

     Ao longo de sua história, Gênova desenvolveu uma intensa atividade cultural. Entre seus monumentos medievais importantes contam-se a catedral de São Lourenço (séculos XI-XII), cuja cúpula, realizada por Galeazzo Alessi, data do século XVI; as igrejas de São Donato (século XI), Santa Maria do Castelo e São Mateus; e o palácio de São Jorge (1260-1571).

     Gênova conserva também vários edifícios renascentistas do século XVI, como os palácios Bianco e Rosso, que abrigam importantes pinacotecas. Os palácios Balbi-Senarega e Durazzo-Pallavicini são do século XVII e, dentre os edifícios mais importantes do século XVIII, destaca-se o palácio Ducal (1778).

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