Andrea Solari
Andrea del Gobbo (Lo Zingaro)
1460?-1524
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     Pintor renascentista, da escola milanesa, cujo mais importante representante era Leonardo da Vinci.

     Solari recebeu os primeiros ensinamentos de seu irmão Cristóvão, um conhecido escultor e arquiteto. Provavelmente, acompanhou o irmão até Veneza, onde parece ter recebido também a influência de Antonello da Messina, como se percebe na obra Homem com um cravo (1492), em que se revela na pintura a concepção escultural do mestre.

     O trabalho mais antigo de Solari, executado para a Igreja de São Pedro Mártir , Murano-1495, é Madona com criança, São José e São Jerônimo, trazendo ao fundo uma belíssima paisagem. O rosto da Madona, pelo seu estilo, sugere que, retornando de Veneza, o pintor recebeu também influência de artistas florentinos. A cor e a atmosfera, em toda exuberância revelam ainda a influência de Da Vinci mas, no conjunto, a obra registra o temperamento próprio de Solari.

     Em 1507, Solari foi à França e, de passagem, teria visitado também Flandres, retornando depois à Itália. Isso explica o caráter flamengo de vários de seus trabalhos, como Fuga ao Egito (1515), com harmoniosa e detalhada paisagem ao fundo. Deste período pertencem também Mulher tocando guitarra e um retrato do Cônsul Morone, que faz lembrar o estilo de Hans Holbein (O Jovem).

Traduzido da Web Gallery of Art (Hungria)


VEJA IMAGENS




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Descanso durante a
fuga para o Egito
(1515)

Óleo sobre madeira
76,8 x 55 cm

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     Esta é uma das mais conhecidas e apreciadas pinturas de Andrea Solari, um pintor nascido em Milão, que é um dos mais conhecidos seguidores de Leonardo da Vinci. Seu estilo é refinado combinando elementos criados pelo mestre com outras culturas artisticas, incluindo as tradições lombardas e venezianas, assim como a escultura antiga e contemporânea.

     O Descanso durante a fuga para o Egito revela um pintor amadurecido na arte, trazendo em seu bojo todas as influências recebidas dentro do harmonioso grupo de seguidores de Leonardo.

     Com efeito, as figuras da Virgem, do menino e de José retratando o momento dramático de sua jornada em direção ao Egito, estão conectadas com outros elementos figurativos, no estilo de Leonardo. Essa atitude de aproximação contribui para formar o ambiente do momento de descanso em um período atribulado.

     Este momento de intimidade familiar contribui para a profundar o tema, dando-lhe alto grau de emotividade, de que é testemunho, por exemplo, no sentimento expresso na face de José.


     Já a paisagem de fundo traz ecos da cultura veneziana, enquanto que a presença de detalhes naturalistas indica a influência de pintores flamengos e lombardos.

     A pintura escurecida, especialmente na paisagem de fundo, foi restaurada pelo pintor Giusepe Molteni em 1860, a pedido de Gian Giacomo Poldi Pezzoli, que adquiriu o quadro cinco anos antes, para a formação de um museu.

Fonte: Museo di Gian Giacomo Poldi Pezzoli (traduzido)

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