David Teniers o Moço,
nasceu em Antuérpia em 15 de dezembro de 1610. Foi aluno do pai, o pintor David Teniers o
Velho, e de Adriaen Brouwer.
Altamente apreciado em
vida, especializou-se em cenas de gênero da vida camponesa. Seus primeiros trabalhos
nessa linha, como "Camponeses tocando música" (Alte Pinakothek, Munique),
denotam a influência do mestre Brouwer.
Em 1633, a guilda de
Antuérpia aceitou-o como mestre, e quatro anos depois casou-se com Anna, filha do pintor Jan Brueghel o Velho.
Mestre na representação
de situações da vida do povo de seu tempo mediante um aparente realismo, o pintor
procurava abrandar a representação da grosseira existência popular. Nas cenas de
multidão em espaços abertos, Teniers criava atmosferas perfeitas, assim como precisava
cada detalhe nas naturezas-mortas.
Muitos de seus melhores
trabalhos foram feitos entre 1640 e 1650, como "Procissão dos guardas civis de
Antuérpia" (1643) e "Festa na aldeia" (1646). No século XVIII, diversas
dessas cenas seriam utilizadas para reprodução em tapeçaria.
A partir de 1651, Teniers
transferiu-se para Bruxelas e começou uma segunda carreira, como pintor da corte e
curador das coleções de arte do regente holandês, o arquiduque Leopoldo Guilherme.
Nessa época fez uma série
de reproduções das obras da coleção, das quais 244 integram o livro de gravuras
Theatrum pictorium (1660), verdadeiro inventário da pintura do século XVII.
Além disso, ajudou também
a fundar em 1663 a Academia de Belas-Artes de Bruxelas, da qual foi o primeiro presidente,
e a Academia de Antuérpia em 1665.
David Teniers o Moço
morreu em Bruxelas, em 25 de abril de 1690.