A partir dessa
data, alguns pintores impressionistas abandonaram o óleo, voltando para o pastel ou a
aquarela ou até mesmo para o desenho. Outros permaneceram na pintura a óleo, mas já
livres dos cânones estabelecidos, criando um estilo próprio, identificados consigo
mesmos e não mais com o movimento.
Por outro lado, vários artistas do
Impressionismo morreram ao final do Século 19 ou nos primeiros anos do Século 20, tendo
pouco ou nenhum contato com as grandes modificações que se verificariam nas artes em
geral, com o surgimento do Modernismo.
Entretanto, não foi isso o que aconteceu com
Pierre Auguste Renoir (1841-1919) nem
com Claude Oscar Monet (1840-1926) que, premiados com o dom da longevidade, avançaram nos
anos e foram testemunhas de dezenas de movimentos que surgiram no primeiro quartel do
Século 20.
Verdade que a maioria desses movimentos foi de
curta duração, mas verdade também que cada um deles deu seu recado e deixou registro,
marcando presença na vanguarda européia.
O Museu de Belas-Artes de Boston se fixou em
Monet para criar uma exposição virtual focalizando especialmente os 26 últimos anos de
sua vida, imerso nas mudanças que a arte sofreu no Século 20, ainda fiel ao
Impressionismo, mas permeável aos novos conceitos que vinham sendo postos em prática.
Cabe ainda uma observação: os críticos mais
exacerbados de Monet garantem que a pintura supostamente modernista do artista era em
realidade um problema de visão, que o levava a enxergar os objetos desfocados. Sugerem
que, se Monet tivesse um bom par de óculos, sua pintura seria de todo diferente.
Isto posto, desejamos a você um bom passeio,
com Monet, pelo Século 20.
Paulo Victorino, Webmaster de
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