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Paulo
Victorino (Pitoresco)

Georges Morren, neo-impressionista
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Há um
princípio de física segundo o qual você nunca vê os objetos em sua volta; o que você
vê realmente é a luz refletida neles. Tome como
exemplo uma mesa e projete sobre ela uma luz de Edison (a lâmpada comum de filamento).
Depois, substitua essa lâmpada, seqüencialmente, por outros tipos, como luz branca,
amarela, azul, vermelha, etc. - A cada substituição, a mesa se apresentará com cores e
tonalidades diferentes, de acordo com o tipo de luz empregada.
Agora, apague a luz e deixe
a sala na mais completa escuridão. A mesa "desaparecerá". Mas em realidade ela
não desapareceu. Continua ali, no mesmo lugar, pode ser tocada, verificados o formato e
as dimensões, somente não pode ser vista, porque o que você vê de fato não é a mesa
e sim a luz refletida nela.

Van Gogh - A vinha vermelha
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Esse é o
conceito dos impressionistas para a luz. O objetivo do Impressionismo era captar o
instante, a luminosidade de um determinado momento, em determinadas condições. Se um
pintor impressionista inicia a pintura de um quadro ao raiar de um sol luminoso e se não
consegue terminá-lo no mesmo dia, só continuará o trabalho no dia seguinte, na mesma
hora e nas mesmas condições de tempo.
Quando você pesquisar mais
a fundo o Impressionismo, encontrará quadros de pintores que reproduziram uma mesma
paisagem em diferentes horas do dia, para captar a luminosidade de um determinado momento,
do instante em que a imagem foi tomada.

O jardim de Monet em momentos diferentes
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E é por
isso que os impressionistas tinham ojeriza ao estúdio, porque no estúdio a luz é
artificial e não sofre variações, a não ser que essas variações sejam provocadas
pelo próprio artista. A natureza, ao contrário, varia de luminosidade a todo momento e
essas diferenças podem ser captadas pelo artista e transportadas para a tela.
Esse é, em resumo, o
conceito de luz para os impressionistas. E essa é a razão pela qual o movimento
impressionista só prosperou na pintura, não sendo transportado para a escultura e a
arquitetura, e menos ainda para a literatura.
OS JARDINS DE MONET
O Impressionismo, como
movimento, teve curta duração, iniciando-se em 1860 em torno de Édouard Manet
(1832-1883) e diluindo-se após a morte deste pintor, quando os artistas se dispersaram,
criando seus próprios estilos, ainda que baseados no no movimento impressionista, mas sem
as regras rígidas estabelecidas por ele.
Claude Monet
(1840-1926), o último deles a falecer, comprou um pedaço de terra em Giverny (França)
em 1880 e, até a sua morte, passou a pintar grandes quadros tendo como tema sobretudo os
jardins e o lago que mandou construir nesse local. repetindo exaustivamente as paisagens,
mas em condições de luminosidade diferentes. Veja o resultado.
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Claude Monet retratado por Edouard Manet
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