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Pintor de qualidade, Hans van Meegeren nunca ambicionou
a fama, preferindo falsificar quadros de Vermeer e outros grandes artistas holandeses,
vendendo-os a bom preço. Não só falsificava obras existentes como criava outras que
tais artistas jamais sonharam pintar, fazendo-as passar por autênticas (Acima, um
autêntico Vermeer.)
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Ao término da Segunda Guerra Mundial,
o governo holandês, começou a procurar colaboradores do nazismo, em seu país.
Atirou no que viu e acertou o que não viu: um homem preso, acusado de colaborar com o
nazismo, era o pintor até então desconhecido, Hans. A. van Meegeren (1889-1947),
que vendeu valiosa pintura do famoso artista holandês Vermeer (1632-1675) para o não
menos famoso oficial nazista Hermann Wilhelm Goering (1893-1946). Goering, braço
direito de Hitler, foi condenado à forca pelo Tribunal de Nurenberg, suicidando-se antes
da execução.
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O erro fatal de van Meegeren foi, durante a guerra,
vender um falso "Vermeer", por alto valor, para Goering (acima). Van
Meegeren foi taxado de colaborador dos invasores nazistas, tendo de provar que era apenas
um bom e "honrado" falsificador de obras de arte.
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Ele se defendeu da
séria acusação de colaboracionista, justificando que a pintura era uma fraude. Ele
mesmo teria pintado o quadro Mulher adúltera, atribuindo-o
a Vermeer mas que, descobriu-se, o artista nunca havia pintado.
A principio, ninguém acreditou que ele
estivesse dizendo a verdade, até que o próprio Meegeren, frente ao tribunal, pintou com
perfeição o quadro Jesus entre os Doutores, até então
considerado pelos peritos como um autêntico trabalho de Vermeer.
A partir daí foram descobertas dezenas de
falsificações não só de Veermer como de Frans Hals e de outros
pintores holandeses históricos, feitas pelo Meegeren (inclusive quadros famosos como Cristo
na casa de Emmaus que estava em museu oficial, autenticado como legítimo e
considerado um patrimônio cultural da Holanda).
Hans van Meegeren (1889-1947), provavelmente o
falsificador mais conhecido do Século 20, foi aliviado da prisão como colaborador,
porém preso como falsificador.
Poucos meses depois, morria na prisão, mas
foi transformado em herói, pelo feito impar de ter conseguido enganar Goering.
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