Genealogias do
Contemporâneo
Coleção Gilberto Chateaubriand / MAM Rio
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
Abertura para o público: 17 de agosto de 2010, às 12h
Exposição de longa duração
Curadoria: Luiz Camillo Osorio

Emiliano Di Cavalcanti
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O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
apresenta, a partir do dia 17 de agosto de 2010, a exposição de longa duração
"Genealogias do Contemporâneo Coleção Gilberto Chateaubriand/MAM Rio".
A exposição consiste em um recorte
deste acervo com obras desde o período moderno, como Tarsila do Amaral e Flávio de
Carvalho, chegando até os anos 1970 com Artur Barrio e Cildo Meireles.
A nova montagem, que tem curadoria de
Luiz Camillo Osorio, ocupará grande parte do terceiro andar do MAM, e ficará pelo menos
até março. "A idéia é misturar o moderno e o contemporâneo, enfatizando
genealogias e deslocamentos poéticos, dando um mergulho em obras relevantes para a arte
brasileira", diz Luiz Camillo Osorio. A exposição reunirá mais de 100 obras em
diferentes técnicas como pintura, escultura, fotografia, desenho e objeto, de artistas
como Abraham Palatnik, Alfredo Volpi, Aluisio Carvão, Amilcar de Castro, Antonio Dias,
Antonio Manuel, Ascânio MMM, Carlos Vergara, Candido Portinari, Cildo Meireles, Franz
Weissmann, Helio Oiticica, José Pancetti, Lygia Clark, Sergio Camargo,Tarsila do Amaral,
Tunga, Waltercio Caldas, Wesley Duke Lee, entre outros.
A mostra será dividida em quatro núcleos: Brasil:
visões e vertigens; Cidade Partida: conflitos e afetos; Corpos Híbridos: identidades em
trânsito e Respirações Geométricas.
Luiz Camillo Osório acrescentará sempre uma exposição monográfica para dar
visibilidade ao trabalho de determinado artista do período abordado. Essa série terá
como título "Mergulho na coleção" e a sua primeira edição será dedicada à
obra de Roberto Magalhães, com o título: "Linha Raivosa e Politização da
Arte".
"Genealogias do Contemporâneo
Coleção Gilberto Chateaubriand/MAM Rio" mostrará obras pouco vistas, desde
as mais antigas como "Índia",
de Anita Malfatti (São Paulo, 1896 1964), de 1917, e "Estudo para A
Negra", de Tarsila do Amaral (São Paulo, 1886 1973), de 1923, às mais
recentes "Sem Titulo", de Miguel Rio Branco (1946), de 1983/1990, e a escultura
"Sem titulo", de Franz Weissmann (Áustria/ Brasil, 1911 2005), de 1986.
Também estarão na exposição duas fotografias de
Claudia Andujar, referentes ao seu trabalho documentando a tribo dos Yanomami, um dos
"Bichos" (1960), de Lygia Clark, peça chave das artes visuais no Brasil e no
mundo, e a obra "O espetacular contra-ataque da arraia voadora" (1966), de
Antonio Dias, poucas vezes exposta. Esta obra foi capa do primeiro livro
"Panamérica", do escritor paulista José Agripino de Paula, de 1968. Uma obra
transgressora que resume como poucas sua época.
Da artista Iole de Freitas, estarão
duas obras pouco exibidas da década de
1970, período em que a artista trabalhava com a fotografia como linguagem. São trabalhos
que contrastam com as suas instalações monumentais feitas hoje em dia.
Também fará parte da
exposição a pintura de grande porte intitulada "Multidão", de 1966, de Rubens
Gerchman, praticamente feita em tons de cinza e preto, representando a visão caótica da
cidade grande. Este trabalho contrasta com as cores explosivas dos trabalhos mais famosos
do artista.
Conhecido por suas fotos de corpos em exercício nas
praias cariocas, Alair Gomes terá nesta mostra trabalhos que surpreendem ao trazer outros
temas do famoso fotógrafo carioca como o carnaval de rua com suas situações festivas e
seus tipos inusitados.
A obra
"Atire se puder", de Nelson Leirner, poucas vezes exibidas no MAM, também fará
parte da mostra. Sua instalação vertical contendo armas de fogo em uma caixa de
acrílico é um dos trabalhos de maior impacto dessa exposição.
A mostra terá, ainda, uma
serigrafia sem título, de 1962, de Almir Mavigner, que consegue sintetizar como poucos
trabalhos da época a herança construtivista e sua relação poética com a questão
cromática fortemente presente em seu trabalho.
Também farão parte da exposição dois
"Metaesquemas" de Helio Oiticica, intitulados "Lá e cá" (1958), e
"Piercing" (1958), que são trabalhos marcantes da fase construtiva do artista.
Da artista gaúcha Ione Saldanha será exibida uma
série de seis pequenas pinturas feitas em óleo, acrílica ou guache sobre papel que, em
seu conjunto, nos remetem a cidades de cores, espécie de mínimos espaços flutuantes.
As gravuras de
Lasar Segall sobre a antiga zona do meretrício carioca ilustram uma série de poemas de
Mario de Andrade, Jorge Lima e Manuel Bandeira. Com apenas 135 exemplares existentes, a
exibição de algumas dessas gravuras traz ao público a possibilidade de apreciar um
trabalho raro e de grande impacto em sua época.
A obra "Mecanismos do
Tempo" (1978), de Carlos Zílio, também estará na mostra e traz para o público um
belo exemplo da multiplicidade de técnicas e temas que marcam a obra do artista carioca.
Seu guache apresenta força e beleza na mesma medida, ampliado poeticamente pelo título
filosófico da obra.

Franz Weissmann
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Tarsila do Amaral
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Núcleos Expositivos:
1 Brasil: Visões e Vertigens
A procura pelo Brasil e o desespero da sua
não-identidade acompanharam, desde o modernismo, a gesto poético de parte significativa
da arte brasileira. Neste núcleo, estarão obras dos artistas Anita Malfati, Antonio
Manuel, Artur Barrio, Carlos Scliar, Carlos Vergara, Claudia Andujar, Di Cavalcanti,
Djanira, Glauco Rodrigues, Guinar, Ivaldo Granato, Ivens Machado, Lasar Segall, Luis
Alphonsus, Mário Silésio, Miguel Rio Branco, Pancetti, Portinari, Tarsila do Amaral e
Wesley Duke Lee.
2 Cidade Partida: conflitos e afetos
A crônica visual de uma sociabilidade na qual o
atrito e o afeto se complementam. Fazem parte deste núcleo os artistas: Antonio Dias,
Artur Barrio, Di Cavalcanti, Glauco Rodrigues, Lasar Segall, Luis Alphonsus, Mario Cravo
Neto, Maria Leontina, Miguel Rio Branco, Milton da Costa, Milton Machado, Nelson Leirner,
Rubens Gerchman e Oswald Goeldi.
3 Corpos Híbridos: identidades em trânsito
O corpo como campo de batalha de uma subjetividade
desejante e desencontrada. Fazem parte os artistas: Anna Bela Geiger, Anna Maria Maiolino,
Antonio Dias, Antonio Manuel, Arnaldo Daibert, Artur Barrio, Carlos Vergara, Carlos
Zílio, Cícero Dias, Claudia Andujar, Flávio de Carvalho, Heitor dos Prazeres, Iole de
Freitas, Ivan Serpa, Farnese, Maria Martins, Milton da Costa, Vicente Rego Monteiro e
Tunga.
4 Respirações Geométricas
O legado concreto e neoconcreto na afirmação de
uma modernidade singular no Brasil. Neste núcleo estarão os artistas Ascanio MMM,
Aloísio Carvão, Almir Mavigner, Amilcar de Castro, Cildo Meireles, Eduardo Sued, Franz
Weissman, Helio Oiticica, Ione Saldanha, Ivan Serpa, Lygia Clark, Mario Cravo Neto, Milton
da Costa, Osmar Dilon, Paulo Roberto Leal, Abraham Palatnik, Rubens Gerchman, Raymundo
Colares, Sergio Camargo, Volpi, Wanda Pimentel e Waltercio Caldas.
Mergulho na Coleção: Roberto Magalhães: Linha Raivosa e Politização da
Arte.
Durante a montagem do acervo permanente, o curador escolheu um artista com obra destacada
dentre a coleção para uma mostra intensiva com recortes variáveis de acordo com cada
artista por determinado período. Serão apresentadas 31 obras do artista, produzidas
entre 1963 e 1967.
Serviço: Genealogias do Contemporâneo Coleção Gilberto Chateaubriand/ MAM
Rio
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
Abertura: 17 de agosto de 2010, às 12h
Exposição de longa duração
Realização: MAM Rio
De terça a sexta, das 12h às 18h Sábado, domingo
e feriado, das 12h às 19h A bilheteria fecha 30 min antes do término do horário de
visitação.
Ingresso: R$8,00
Estudantes maiores de 12 anos R$4,00
Maiores de 60 anos R$4,00
Amigos do MAM e crianças até 12 anos entrada
gratuita
Domingos ingresso família, para até 5 pessoas:
R$8,00
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85
Parque do Flamengo Rio de Janeiro RJ
20021-140 Telefone: 21.2240.4944
www.mamrio.org.br
Mais informações: CW&A Comunicação
Claudia Noronha / Beatriz Caillaux / Marcos Noronha
(21) 2286.7926 e 3285.8687
claudia@cwea.com.br
/ beatriz@cwea.com.br
/ marcos@cwea.com.br
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