
QUEM FOI HENRY SPENCER MOORE
(1898-1986)
Escultor e artista gráfico inglês, Henri
Moore obteve uma bolsa para "ex-combatentes" em 1919 e foi estudar na School of
Arts, de Leeds. Em 1921 mudou-se para Londres, onde estudou no Royal College of Art com
bolsa de estudos, concluindo-a em 1925. Ainda no mesmo ano tornou-se professor de
escultura da mesma instituição, onde lecionou até 1932.
Realizou
sua primeira exposição individual em Londres, em 1928. Em 1932 transferiu suas
atividades de ensino para a Chelsea School of Art. Em 1933 tornou-se membro da "Unit
One", um grupo de jovens artistas ingleses. Em 1939 a "Chelsea School" foi
desalojada, seu estúdio foi bombardeado e Moore interrompeu suas aulas, tranferindo-se
para Kingston durante um ano.
Em 1940 foi
nomeado "artista da guerra", época em que iniciou sua conhecida série de
desenhos dos refúgios anti-aéreos. Em 1941 foi eleito membro do conselho da Tate
Gallery, por sete anos (reeleito em 1949). Nessa época, viajou para Nova York onde expôs
individualmente desenhos e esculturas, realizando exposições também em Chicago e São
Francisco.
Em 1945 a
Universidade de Leeds lhe concedeu o título de "Doutor Honoris Causa". O
reconhecimento internacional veio no ano seguinte, quando da premiação na XXIV Bienal de
Veneza.
Em 1949 são
organizadas exposições retrospectivas de sua obra na Bélgica, França, Holanda,
Alemanha, Suíça, México, Grã Bretanha, Austrália, Nova Zelândia, Suécia, Noruega,
Iugoslávia e Japão. Em 1953, a Universidade de Londres concedeu-lhe o doutorado em
letras "Honoris Causa". Seis anos mais tarde, nos Estados Unidos, titulou-se
"Doutor Honoris Causa" em Belas Artes pela Universidade de Harvard.
Em 1977 foi
organizada uma grande retrospectiva de seu trabalho no Jardin des Tuilleries em Paris, com
cerca de 244 obras, entre desenhos e esculturas. Em sua obra, pode-se constatar dois
períodos distintos, tanto pelo uso dos materiais e as técnicas escultóricas como pelas
abordagens formais.
Entre 1922 e 1939
os materiais escolhidos foram a pedra e a madeira; nesta época tomou parte do movimento
surrealista, e se interessou pelos "objets trouvés" como pontos de partida para
a criação escultórica. Após a Guerra, Moore se dedicou à modelação, fundida em
bronze.
O tema central que
percorreu ambas as fases é a figura humana, sobre tudo a feminina (a mãe com seu filho,
a figura reclinada etc.). A partir dos anos 50,
Moore deteve-se
numa temática mais formal "interior/exterior", integrando a figura à paisagem;
sendo que produziu esculturas com escalas bem maiores, contratando assistentes incluindo
Anthony Caro, Phillip King, John Farnham, Malcolm Woodward e Michel Muller. Seus trabalhos
constam das mais significativas coleções do mundo inteiro, tais como: Art Gallery of
Ontario; British Museum, Londres; Victoria and Albert Museum, Londres; the British
Council, Londres.
Além das obras em
diversos locais públicos, tais como na sede da UNESCO em Paris e no Parlamento Inglês,
em Londres. Em 1977 criou-se o The Henry Moore Foundation, em Londres; mais tarde, em
1982, a fundação juntamente com o Leeds City Council estabeleceram o The Henry Moore
Institute, em Leeds, dedicado exclusivamente à escultura, com um programa composto de
exposições, coleções e pesquisa.
Fonte: Bienal de São Paulo.