O pacífico Botero mostra sua
face como ativista político

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O estilo inconfundível de Botero
"Capitán" (1969) - pastel sobre papel
136 x 113 cm


O colombiano Fernando Botero pintou as torturas infligidas por soldados americanos a presos iraquianos na prisão de Abu Ghraib
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A série, cerca de 50 obras, inclui dois enormes trípticos, três pinturas de grande tamanho e dezenas de desenhos médios, todas inspiradas nas imagens que deram a volta ao mundo e comoveram milhões de pessoas.

Mulheres e homens acossados por cachorros e outros animais, posturas infames e humilhantes de corpos sangrentos, grades, sombras e dor foram reproduzidas nas telas do artista colombiano sobre as aberrações nessa prisão.


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O tema político já foi alvo de sua pintura
"Carrobomba" (1999) - Óleo sobre tela
43,81 x 40 cm

     Botero contou à revista Diners que começou a ler tudo o que pode a respeito, "como ávido leitor que sou. Li o artigo da New Yorker que foi o primeiro a publicar a notícia". Com essa leitura inicial, assinalou o pintor e escultor, "senti um choque total por esta conduta dos americanos, especialmente porque os Estados Unidos são o modelo da compaixão".

     Para o artista colombiano, famoso por seus personagens obesos e voluptuosos em pintura e escultura, "os fatos ocorridos nas celas iraquianas foram graves, muito graves. E mais ainda porque ignoram totalmente as exigências para prisioneiros de guerra impostas pela Convenção de Genebra".

     "São composições determinadas pelo tempo e a lembrança, com formas em tensão que suscitam múltiplas leituras e emanam uma estranha sensualidade em sua dimensão corporal, que poderia ser interpretada como um comentário irônico das memórias infames que inspiraram o trabalho".


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Responsável: Paulo Victorino
www.pitoresco.com
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