Botero contou à
revista Diners que começou a ler tudo o que pode a respeito, "como ávido
leitor que sou. Li o artigo da New Yorker que foi o primeiro a publicar a notícia".
Com essa leitura inicial, assinalou o pintor e escultor, "senti um choque total por
esta conduta dos americanos, especialmente porque os Estados Unidos são o modelo da
compaixão".
Para o artista colombiano, famoso por seus
personagens obesos e voluptuosos em pintura e escultura, "os fatos ocorridos nas
celas iraquianas foram graves, muito graves. E mais ainda porque ignoram totalmente as
exigências para prisioneiros de guerra impostas pela Convenção de Genebra".
"São composições determinadas pelo
tempo e a lembrança, com formas em tensão que suscitam múltiplas leituras e emanam uma
estranha sensualidade em sua dimensão corporal, que poderia ser interpretada como um
comentário irônico das memórias infames que inspiraram o trabalho".