Primeiro
escultor moderno a assimilar uma cultura arcaica, a
etrusca, Marini promoveu o renascimento da arte do retrato-escultura na Itália, na
primeira metade do século XX.
Marino Marini nasceu em Pistóia, na Itália,
em 27 de fevereiro de 1901.
Estudou na Academia de Belas-Artes de
Florença, onde mergulhou no estudo da escultura italiana antiga, pelo que sua
sensibilidade à forma e à superfície muito deve a modelos etruscos e romanos. Não
obstante, a tensão interna de suas figuras demonstra a influência do gótico alemão.
Lecionou em Monza entre 1929 e 1940, depois do
que tornou-se professor de escultura na Academia Brera de Milão.
Entre 1942 e 1946 residiu na Suíça, mas
retornou a Milão, onde permaneceu até 1970.
São temas recorrentes em sua obra o destino e
a tendência humana à autodestruição. Seus materiais favoritos, o bronze e a madeira
policromada.
Marini criou grupos ("Povo", 1929),
retratos (de Carrà, Campligli e Stravinski) e sobretudo cavalos e cavaleiros, seus temas
favoritos a partir de 1936.
Uma de suas obras mais importantes é "O
milagre", cuja versão definitiva data de 1954.
Marino Marini morreu em Viareggio, em 6 de
agosto de 1980.