Embora marcada de início pela influência européia, grande
parte da obra escultórica de Brecheret, que indicou rumos básicos à formulação do
modernismo brasileiro, sempre denotou componentes nacionalistas.
Vítor Brecheret nasceu em São Paulo SP em 22
de fevereiro de 1894. Viajou para a Europa em 1913 e fixou-se por seis anos em Roma.
Depois de uma temporada em Paris, voltou a São Paulo em 1919.
Seu trabalho foi logo apreciado pelos jovens
que, em 1922, organizariam a Semana de Arte Moderna, da qual, embora ausente, participou
com 12 peças.
Em 1920, por encomenda do governo paulista,
concebeu sua obra mais grandiosa, o "Monumento às bandeiras". Mas só em 1936
tal projeto passou à realidade, num bloco de granito de cinqüenta metros de comprimento,
16 de largura e dez de altura, no qual foram esculpidas 37 figuras de grande
expressividade, e só em 1953 o monumento pôde ser inaugurado, no parque Ibirapuera.
Em 1921 Brecheret apresentou ao público
brasileiro uma de suas obras, o mármore "Eva", instalado no vale do
Anhangabaú. No mesmo ano partiu para Paris, onde foi premiado com a escultura
"Templo da minha raça". Mais uma vez em Roma, figurou na exposição
internacional de 1925. De volta a São Paulo, participou da Sociedade Pró-Arte Moderna,
bem como dos Salões de Maio, de 1937 a 1939.
Através de sucessivos contatos com as obras
de Rodin e Antoine Bourdelle, Ivan Mestrovic e o art déco, Brecheret acabou
aproximando-se da temática indígena brasileira, que explorou com originalidade em sua
última fase e, em especial, na série "Pedras com incisões".
Premiado como melhor escultor nacional na I
Bienal de São Paulo, em 1951, Vítor Brecheret morreu em São Paulo em 18 de dezembro de
1955. Em 1957, a Bienal prestou-lhe homenagem, em sala especial com 61 esculturas e vinte
desenhos. Em 1995 uma exposição de 112 esculturas do artista inaugurou o Museu
Brasileiro de Escultura, em São Paulo.
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