Chegando
a esta cidade em 1941, começou estudos de desenho com André Fort, trabalhando de 1944 a
1945 como desenhista técnico. Seria depois cenógrafo, figurinista e programador visual,
além de pintor e desenhista.
Seus
primeiros desenhos abstrato-geométricos datam de 1950 suas primeiras pinturas
concretas surgiram em 1953.
No ano
seguinte funda, com Hércules Barsotti, o Estúdio de Projetos Gráficos, que durará até
1964, e, com outros artistas, o movimento Ars Nova, do qual se afasta três anos
depois. Durante esse período, realizou as chamadas partituras de oralização,
para poemas concreto-visuais.
Por volta
de 1958, retornando de uma viagem de estudos à Europa, trocou o concretismo ascético dos
primeiros tempos por uma pintura mais dinâmica e expressiva, aproximando-se, por isso
mesmo, do grupo neoconcretista do Rio de Janeiro.
Como conseqüencia, participou das mostras de arte neoconcreta realizadas em Salvador, Rio
de Janeiro e São Paulo de 1959 a 1961.
Entre outros, esteve presente ainda nos seguintes eventos:
em 1960, Exposição
Internacional de Arte Concreta, em Zurich.
II Bienal de Paris em 1961,
Brazilian Art Today (Londres, 1965).
Projeto Construtivo Brasileiro
em Arte (São Paulo e Rio de Janeiro, 1977).
Tradição e Ruptura (São
Paulo, 1984).
Bienal, Brasil Século XX (São
Paulo, 1994).
Arte Construtiva no Brasil (
São Paulo, 1998).
Em 1994, a Galeria Sylvio Nery
da Fonseca fez uma retrospectiva de sua produção concretista, abrangendo o período de
1954 a 1961.
A
múltipla atividade de Willys de Castro, nos seus últimos anos, e sua orientação cada
vez mais decidida para o design de padrões têxteis e de logotipos, isolada ou
conjuntamente com Barsotti, reduziu sua produção no campo da pintura pura.
Em sua
obra destacam-se historicamente os objetos ativos, realizados em começos da
década de 1960 e que uniam a cor da pintura ao relevo da escultura. São peças de
madeira exibindo pintura geométrica em três de suas quatro arestas, prendendo-se a
quarta aresta à parede, de maneira que o espectador não consegue abranger num único
olhar a extensão do trabalho.
No dizer
de Ferreira Gullar, «o problema colocado nessas obras é interessante e novo, porque
repõe noutros termos o conflito entre a superfície bidimensional e o espaço da
profundidade real: o tempo - o movimento do espectador - recupera a bidimensionalidade do
espaço tridimensional".
Realizaria logo a seguir os pluriobjetos, peças verticais em aço inox escovado.
Fonte: CD-Rom «500 Anos de Pintura Brasileira»
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