Ubi Bava
1915-1988
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Composição (sem data)
Óleo sobre tela - 60 x 73 cm

Arquiteto, pintor
e mestre

    Ubi Bava nasceu em Santos, Estado de São Paulo, no ano de 1915, e faleceu no Rio de Janeiro-RJ, em 1988.

     Estudou na Escola Nacional de Belas Artes, formando-se em Arquitetura (1939) e em Pintura (1940), tendo sido aluno de lucíolio de Albuquerque e de Henrique Cavaleiro, entre outros.

     Expôs pela primeira vez em 1946, juntamente com o escultor Alfredo Ceschiatti, no Instituto dos Arquitetos do Brasil - Rio de Janeiro.

     Em 1947 foi nomeado professor catedrático interino de Desenho Artístico da Faculdade Nacional de Arquitetura da então Universidade do Brasil, passando a catedrático permanente em 1949, após concurso público.

Exposições

     Expondo no Salão Nacional de Belas Artes (Divisão Moderna) conquistou em 1949 medalha de prata; mais tarde participou de diversos Salões Nacionais de Arte Moderna (1952-68).

     E foi num desses Salões que, em 1961, recebeu o prêmio de viagem ao estrangeiro, graças ao qual passou dois anos na Europa, fixando-se principalmente na Itália.

     Participou também de várias outras coletivas importantes, como:

  • Bienal de São Paulo (1951-59).

  • Arte Moderna no Brasil (Exposição itinerante Argentina, Chile e Peru - 1957).

  • "Panorama de Arte Atual Brasileira" (MAM de São Paulo, 1976).

  • Projeto Construtivo Brasileiro em Arte (Rio de Janeiro e São Paulo, 1977).

Óptico e cinético

     Integrou ainda a Comissão Nacional de Belas Artes (1965-68) e a comissão que estruturou e criou, em 1969, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro.

     O Museu Nacional de Belas-Artes dedicou-lhe em 1984 importante exposição.

     Ubi Bava pode ser considerado um precursor e um pioneiro de certo tipo de pintura que tem nos efeitos ópticos e nos recursos cinéticos sua razão maior de ser.

     Adicionando às suas superfícies espelhos, ao mesmo tempo introduz, no cerne mesmo de sua obra, a imagem refletida do espectador.

     Também fez uso de tubos de plástico e de movimentos mecanicamente produzidos, subordinando todos esses elementos a uma evidente vontade construtivista.

Concretismo lírico

     Em certo momento de sua evolução, o que produzia tinha certo parentesco com o Concretismo.

     E é o próprio pintor que assim explica o tipo de Concretismo que era o seu:

     «Foi um concretismo sui-generis, um tanto lírico, o que repugnava os ortodoxos de então. Não admitiam a participação do artista em termos de sensibilidade e emoção.

     «Eu me limitava a pôr de lado qualquer relação com o discursivo, pôr abaixo a circunstância. Nas minhas pesquisas com espelhos o espectador aparece na sua essência de imagem, é uma proposta fenomenológica.»

Fonte: CD-Rom «500 Anos da Pintura Brasileira».

 

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