Homem de sete instrumentos
Filho de capixabas, Massena
nasceu no dia 4 de março de 1886. Depois de uma temporada de férias em Vila Velha,
retornou para sua terra natal.
Estudou Odontologia no Rio
de Janeiro, por pressão paterna e exerceu a profissão por dois anos. Foi jornalista e
redator de A Batalha, O País, Jornal do Comércio e A Tarde.
Antes, tinha trabalhado
como relojoeiro e afinador de violão. Foi também político tendo chegado a prefeito de
Bonfim-MG.
Encontro com a pintura
Fez curso de pintura na Escola de
Belas-Artes de Minas. Estudou na Europa, na Academia Julien, de Paris.
Em 1951 foi convidado pelo
governador do Espírito Santo, Jones dos Santos Neves, para inaugurar e dirigir a Escola
de Belas-Artes do Estado e passou a morar na casa onde hoje está localizado um museu em
sua memória.
Ou francês ou capixaba
"Para viver bem, tem que ser em
Paris ou em Vila Velha". Essa afirmação mostra bem o espírito vilavelhense do
pintor, nascido em Barbacena, Minas Gerais.
Homero Massena, um dos maiores
artistas capixabas, viveu de 1951 até 1964, numa casa na Rua Antônio Ferreira Queiroz,
281, na Prainha, em Vila Velha, hoje transformada em Museu Homero Massena.
A casa mantém o seu ambiente de
trabalho: varanda, sala, ateliê, dois quartos, banheiro e cozinha. É uma construção
típica de beira de praia das décadas de 40 e 50. O imóvel foi tombado como patrimônio
cultural no dia 27 de setembro de 1979.
A memória do pintor
Há pinturas nas paredes de todos
os cômodos, além de objetos pessoais, como móveis e quadros. A preparação das telas
era feita pelo próprio pintor, num cômodo dos fundos da casa, que ainda hoje é
conservado.
Documentos, fotos, recortes de
jornais e revistas, correspondências, fitas gravadas, estudos e outros documentos fazem
parte do acervo do Museu. Ele próprio decorou as paredes da casa com suas obras.
A opinião de um discípulo
Kleber Galveas, um de seus
principais discípulos, diz que, em Massena, a cor cria forma no excelente sentido
impressionista.
A sutileza da pincelada dá-lhe
um mais alto estilo e não há rigidez acadêmica. Suas manchas, ricas em valores,
correspondem à perfeita ilusão de movimentos e povoam seus quadros de uma infinidade de
preciosos detalhes.
A aparente despreocupação
com o primeiro plano, que é uma distância média de 10 metros, traduz sua ânsia de ter,
não espectadores de boca-de-cena, mas atores, que, de dentro, sintam sua obra.
Atividade paralela
Homero Massena escreveu dois
livros: "Miracema", ainda inédito e "Atribulações de um Capichaba" (sic),
publicado, de forma precária, em 1965, pela imprensa oficial.
Durante sua vida de pintor,
Massena foi premiado com 28 medalhas, além de diplomas e outros prêmios.
Fonte: Guia Turístico do Espírito Santo.
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