Mário Bueno
1916
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Genuflexão (1971)
Óleo sobre papel - 140 x 120 cm

      Mário Bueno nasceu na cidade de Campinas, Estado de São Paulo, no ano de 1916.

     Autodidata, pintando desde 1943, praticou a princípio uma pintura figurativista, dedicando-se por longos anos à fixação de aspectos da Natureza ou à reprodução de formas e cores naturais.

     Reagiu, porém, ao academicismo vigente na cidade e foi em torno à sua figura (e à de Perina, outro precursor das novas tendências artísticas na região) que jovens artistas se agruparam para criar um movimento modernista.

      Entre eles, estavam Raul Porto, Francisco Biojone e Geraldo de Sousa, dando origem à Galeria Girassol, ao Clube de Arte Moderna de Campinas, ao Salão de Arte Contemporânea, ao Centro de Convivência e afinal ao atual Museu de Arte Contemporânea José Pancetti.

     Mário Bueno, que em começos da década de 1960 adotou o não-figurativismo, tomou parte em diversas coletivas nacionais, como:

  • Salão Paulista de Arte Moderna (medalha de prata em 1966),

  • Bienal de São Paulo (1965 e 1967)

  • Bienal da Bahia (1966),

  • Salão do Paraná (1966)

  • Salão de Brasília (1966).

     Sobre sua arte assim se expressou o crítico Pedro Manuel:

     «Mário Bueno utilizou,em toda a sua carreira, cores de baixa tonalidade, e manteve profunda coerência formal, o que não o impediu de passar por várias experiências.

     «Assim, partiu das paisagens e dos trens para muitas viagens imaginárias que o levaram aos estandartes geometrizados e repetidos, à figura humana - que depois cortou como num quebra-cabeças, transformando os elementos anatômicos em símbolos abstratos -, ao jogo de formas planas e claramente contornadas em contraposição a volumes não tão claramente definidos.»

Fonte: CD-Rom «500 Anos da Pintura Brasileira»

 

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