Hermelindo
Fiaminghi nasceu na cidade de São Paulo-SP, no ano de 1920.
Aos 15 anos começou a
trabalhar na Companhia Melhoramentos de São Paulo, travando então um primeiro contacto
com as artes gráficas, o desenho e a litografia.
De 1936 a 1941 cursou o
Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo e, em 1942, tornou-se discípulo do pintor
Waldemar da Costa.
De 1938 a 1946 trabalhou em
litografia com diversas gráficas de São Paulo, passando nesse último ano a se dedicar
também à publicidade, na Lintas International Advertising.
Grupo Ruptura
Ligando-se em 1955 ao
Grupo Ruptura, trabalha em suas próprias pinturas e na produção gráfica de
poemas-cartazes de diversos poetas, marcando presença na Exposição Nacional de Arte
Concreta realizada em 1956 no MAM-SP e levada em 1957 ao MAM-RJ.
Entre 1958 e 1959, quando
concebe a que talvez seja sua série de obras mais apreciada - os virtuais -,
Fiaminghi integrou o Ateliê Coletivo do Brás, ao lado de Waldemar Cordeiro, Kazmer Fejer
e Maurício Nogueira Lima.
Nesse último ano, rompe o
com Waldemar Cordeiro, numa carta em que o acusa, e aos demais concretistas paulistas, de
sectarismo e excesso de dogmatismo. Não obstante, participa em 1960 da Exposição
Internacional de Arte Concreta realizada em Zurich.
Retícula, cor e luz
A partir de 1960 Fiaminghi
se concentra na pesquisa do que chamou de retícula-cor-luz e no estudo das possibilidades
expressivas do off-set.
Com outros
colegas, funda, em 1963, a Associação de Artes Visuais e a Galeria NT-Novas Tendências.
Em 1970, cria, em São José dos Campos, o Ateliê Livre de Artes Plásticas, que por
algum tempo orienta.
Em 1977 é um dos
expositores da mostra Projeto Construtivo Brasileiro na Arte, realizada sucessivamente na
Pinacoteca do Estado de São Paulo e no MAM-RJ, com organização de Aracy Amaral.
Exposições e
retrospectivas
Paralelamente,
também integrará coletivas como o Salão Paulista de Arte Moderna (medalha de prata em
1955, de ouro em 1975), Tradição e Ruptura (1984, São Paulo), Bienal Brasil Século XX
(1994, São Paulo), várias vezes a Bienal de São Paulo (1955, 1957, 1971, 1975 - sala
especial em 1971).
O MAM-SP
dedicou-lhe em 1980 uma primeira retrospectiva (Fiaminghi - Décadas de 50-60-70), à qual
se seguiria em 1995, na Galeria São Paulo, segunda e mais completa retrospectiva:
Fiaminghi Cor-Luz 1995.
Sobre a
contribuição desse artista ao movimento concreto brasileiro assim escreveu Aracy Amaral: