Teodoro De Bona
(1904-1990)
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Fundação de Curitiba (1948)
Óleo sobre tela - 2,60 x 5 metros

Um brasileiro na Itália

     Teodoro De Bona nasceu em Morretes (PR) no ano de 1904 e faleceu em Curitiba no ano de 1990.

     Estudou com Alfredo Andersen em Curitiba, entre 1922 e 1927, seguindo nesse último ano para a Itália a fim de se aperfeiçoar.

     Foi aluno de Ettore Tito e Vincenzo Stefani na Real Academia de Belas Artes de Veneza, cidade em que se permaneceu por dez anos, participando durante esse longo período de várias mostras importantes efetuadas em Florença, Roma e Veneza - inclusive da Biennale de 1930-34.

     Integrou ainda o Grupo di Ca Pesaro, composto por jovens artistas de linguagem renovadora, entre os quais se achava o futuro grande pintor Santomaso.

No eixo Rio-São Paulo

     Retornando ao Brasil em 1936, nesse mesmo ano expôs 120 telas em Curitiba e São Paulo. De 1939 em diante expôs no Salão Nacional de Belas Artes, sendo premiado em 1939 e 1959.

    O Rio de Janeiro foi motivo de inspiração, nos anos em que lá viveu. Em especial, interessou-se pelos tipos populares e pelas favelas, que retratou em inúmeras obras.

De volta ao Paraná

     Em 1947, por encomenda do Governo Paranaense, pintou dois painéis históricos, Instalação da Província do Paraná (Palácio Iguaçu) e Fundação de Curitiba (Colégio Estadual).

     Em 1965 realizou individual na Biblioteca Pública de Curitiba, e em 1970 assumiu a direção da Escola de Belas Artes do Paraná, da qual foi professor catedrático de Pintura de nu.

De Bona cultivou todos os gêneros, destacando-se porém como paisagista e pintor de figuras.

Com os pés em dois países

      Ainda que nascido no Brasil, De Bona jamais perdeu suas raízes peninsulares. Não só se aperfeiçoou na Itália como participava, vez por outra, de eventos artísticos naquele país.

      Um de seus maiores triunfos deu-se em 1934, ainda na Itália, quando, participando de concurso instituído pela Rainha no qual o assunto obrigatório era um episódio da Guerra de 1914, foi um dos 48 finalistas, classificando-se entre 898 pintores, tendo sido seu trabalho adquirido pelo Município de Longaroni.

     Em outra ocasião, na XVII Bienal de Veneza, o próprio Rei da Itália lhe adquiriu o óleo Paese sotto la neve.

Fonte: CD-Rom 500 Anos da Pintura Brasileira.
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