Pouca técnica e muita
criatividade
Arte românica é aquela que se desenvolveu na Europa nos
Séculos 11 e 12. É um termo utilizado primitivamente para a arquitetura do período,
derivada da arquitetura do Império Romano, mas sem a mesma tecnologia.
Por extensão o termo acabou se aplicando também à pintura e escultura da época, expressões
artísticas que contaram com bastante inventividade.
A arte romanesca em geral é caracterizada por sua
criatividade na resolução de problemas , tendo lançado as bases para o estilo gótico
que lhe sucedeu.
Igrejas e mosteiros são as principais obras da arquitetura do
período. Seus arcos arredondados e o sistema de abóbadas talvez sejam as influências
mais diretas da arquitetura do antigo Império Romano.
A ausência de conhecimentos técnicos e dos cálculos
necessários para, por exemplo, abobadar grandes edificações com materiais pesados como
a pedra, levaram os arquitetos do período a grandes descobertas.
Decoração
expressiva
Essas construções arquitetônicas eram decoradas com
esculturas e pinturas que oscilavam entre efeitos calmos e severos à turbulências da
excitação visionária.
A escultura, em especial, trouxe de volta aos trabalhos o
senso de monumentalidade. As figuras retratadas são esbeltas e com deformações que
realçam sua expressividade. Há vários exemplos de emprego do relevo.
A estilização e o alongamento de figuras são típicos da
pintura romanesca. Os afrescos, de
colorido sóbrio e escuros, também costumam aparecer com freqüência. Não é,
entretanto, regra geral. A Igreja de Santa Maria, em Tahul, apresenta a Virgem e a
Criança com cores expressivas.
A ilustração de manuscrito é outra importante manifestação da pintura romanesca. A
decoração das grandes letras maiúsculas, capitulares, foi então bastante desenvolvida.
No museu Britânico podem ser encontrados vários exemplares desses manuscritos.
Fonte: Enciclopédia Digital Master.
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