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Um princípio físico
aplicado à pintura
As bases do pontilhismo
encontram-se tanto nas idéias de vários físicos do fim do Século 19, entre os quais
Hermann von Helmholtz, como na psicologia e na fisiologia da visão, na análise da luz e
da cor, e na influência da própria pintura impressionista.
HELMHOLTZ (Hermann VON), físico e
fisiologista alemão (Potsdam, 1821 Charlottenburg, 1894). Descobriu o papel dos
sons harmônicos no timbre dos sons, e mediu a velocidade do influxo nervoso.
O pontilhismo foi um
movimento pictórico pós-impressionista surgido na França em meados da década de 1880,
como reação aos próprios impressionistas e à pintura oficial.
Sua característica central
é a decomposição tonal mediante minúsculas pinceladas nitidamente separadas, mesmo a
olho desarmado.
Mais realistas
do que o rei
Trata-se de uma
conseqüência extrema dos ensinamentos dos impressionistas, segundo os quais as cores
deviam ser justapostas e não entremescladas, deixando à retina a tarefa de reconstituir
o tom desejado pelo pintor, combinando as diversas impressões registradas.
Também conhecido como
punctilhismo, divisionismo, cromoluminarismo e neo-impressionismo, o pontilhismo teve como
teóricos principais Georges Seurat e Paul Signac.
Signac chegou a escrever um
tratado com o título «De Eugène Delacroix ao neo-impressionismo» (1899). Outro
representante do pontilhismo foi o italiano Giovanni Segantini.
SEGANTINI (Giovanni), pintor italiano
(Arco, 1858 - Schafberg, alta Engadine, 1899). Executou, à maneira divisionista,
paisagens de montanhas.
Uma
relação
complicada
Para os pontilhistas, entre
as cores complementares deveria existir sempre uma relação exata, de modo que, a um tom
de vermelho, correspondesse outro de verde, e existisse entre ambos uma seção
infinitesimal de suporte.
Nesse aspecto, afastavam-se
dos impressionistas, que deliberadamente desleixavam tal relação fixa.
A justaposição das cores
complementares, segundo um esquema matemático, emprestou ao pontilhismo um aspecto
inconfundível, que os inimigos da tendência logo alcunharam de «pintura de confete».
O mestre do
pontilhismo
Seurat foi o mais notável
dos pintores pontilhistas. Suas telas Um domingo de verão na Grande Jatte,
(1884-1886; Instituto de Arte de Chicago), O desfile do circo (1887) e a
inacabada obra-prima O circo (1890-1891) são admitidas unanimemente como os
pontos culminantes do movimento.
O pontilhismo revelou-se
particularmente apto a reproduzir uma atmosfera vibrante, de luz e calor. Foi também, de
certo modo, uma das tendências que melhor anunciaram a abstração de cor e forma a que
chegaria, anos depois, a pintura ocidental.
Signac produziu muitos
escritos teóricos e pintou paisagens, marinhas, cenas de Paris e de outras cidades
francesas por onde viajou.
Fontes: Enciclopédia Britânica -
Enciclopédia Koogan Houaiss
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Pintores do Período
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