A expressão, francesa, deriva do nome da Exposition
Internationale des Arts Décoratifs et Industriels Modernes, realizada em Paris em 1925, e
aplica-se a um estilo que, iniciado por volta de 1918-20, no imediato após-guerra, só
atingiria seu pleno desenvolvimento cerca de dez anos mais tarde.
Muito
embora eminentemente decorativo, e como tal de presença marcante na decoração de
interiores, o Art Déco repercutiu também nas chamadas artes maiores, e grandes
escultores, como Archipenko, Laurens e Lipchitz, entre outros, sofreram-lhe o impacto, do
mesmo modo que pintores do porte de Marcoussis, Jean-Louis Boussingault, Sonia Delaunay,
Natalia Gontcharova, Tamara de Lempicka e mesmo Amedeo Modigliani e Kees Van Dongen.
No Brasil o Art Déco surge
em começos da década de 1920, com a contribuição de pintores como John Graz,
decoradores como Regina Gomide Graz e escultores como Victor Brecheret.
Entre outros pintores que com maior ou
menor intensidade refletem, em sua produção da década, o embate do Art Déco, devem ser
mencionados Di Cavalcanti, Zina Aita, Ismael Nery, Antônio Gomide, Lula Cardoso Aires e
Henrique Cavalleiro.
Fonte: CD-Rom "500 Anos da Pintura Brasileira"
TEXTO 2
Os desenhos simples, definidos por linhas sempre muito precisas, e os ornatos
geométricos, ou em representação estilizada de padrões naturais, são os aspectos
característicos do art déco.
Em seus produtos variados,
tornou-se norma o emprego de materiais inventados pelo homem -- das resinas sintéticas,
em especial a baquelita, ao cimento armado -- em acréscimo a materiais naturais como o
jade, o marfim, a prata e os cristais de rocha.
Tendência que surgiu na
década de 1920, logo após a voga do art nouveau, e se espelhou sobretudo nas artes
decorativas, o art déco se generalizou como estilo, durante a década seguinte, pela
Europa ocidental e os Estados Unidos.
Seu nome derivou da
Exposition Internationale des Arts Décoratifs et Industriels Modernes, realizada em Paris
em 1925 e na qual o estilo foi pela primeira vez exibido.
Influências capitais na
formação do art déco procederam da própria evolução do art nouveau, da Bauhaus, do
cubismo, dos Ballets Russes de Diaghilev. Um espírito de síntese eclética, conjugado a
desejos de sofisticação e originalidade, levou ao aproveitamento de idéias decorativas
oriundas de culturas indígenas e de velhas fontes do primitivismo clássico.
Parte substancial da produção
do art déco relacionou-se à moda (vestuário e adereços) e à criação de cenários,
figurinos e cartazes para teatro, projetando nomes como os de Erté e Paul Poiret, ambos
ativos em Paris.
Na pintura, um reflexo
particular do estilo manifestou-se na obra do pernambucano Vicente do Rego Monteiro, que
desde 1911 viveu entre o Brasil e a França. Em sua fase mais original, Rego Monteiro fez
uso de motivos marajoaras e de figuras compostas pelos padrões tradicionais do hieratismo
egípcio.
Na arquitetura, as mais
significativas expressões do art déco foram dadas pelos arranha-céus americanos da
época, como o Empire State Building, de Shreve, Lamb e Harmon, concluído em Nova York em
1931.
Fontes: Enciclopédia Britânica - Artcyclopedia
ALGUNS
ARTISTAS QUE PARTICIPARAM
DO MOVIMENTO
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