Colagem
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Não tem nada de infantil

     Tendo sempre sido conhecido como passatempo, principalmente infantil, a técnica de colagem, em que se juntam materiais apropriados a uma superfície, através normalmente da cola, tornou-se uma técnica artística extremamente importante no modernismo.

     Os cubistas, particularmente, Braque e Picasso, foram os primeiros a utilizarem-na em suas obras. Ganhou impulso com a falta de satisfação dos artistas com a simples imitação de texturas.

     Decidiram ir além, utilizando-se das próprias texturas originais, como pedaços de jornais, de pano, de papel. Colavam esses fragmentos à tela, ligando-os a áreas de tintas ou delineamentos de carvão.

     Como outros, Matisse também desenvolveu bastante essa técnica em seus trabalhos.

Disseminação da técnica

     Depois da pintura, a colagem chega à escultura cubista. Um bom exemplo de seu uso escultórico pode ser dado pelas séries de naturezas-mortas tridimensionais construídas por Picasso, em 1914.

     Os dadaístas, bem como os futuristas, imprimiram sentidos ideológicos a sua utilização na arte.

     No movimento surrealista a técnica foi ampliada, permitindo a junção de "objetos congruentes".

     A técnica foi, então, utilizada então por Schwitters (escultura e pintura, por exemplo, feitas a partir dos objetos de sua lata de lixo), Max Ernst e até poetas como André Breton.

ERNST (Max), pintor francês de origem alemã (Brühl, 1891 – Paris, 1976). Tomou parte ativa no movimento dadaísta e, depois, no surrealista.
BRETON (André), escritor francês (Tinchebay, 1896 - Paris, 1966), e um dos fundadores do surrealismo. Em seu Manifesto do surrealismo, publicado em 1924, prega o não-conformismo e propõe a fórmula de criação chamada "automatismo psíquico", segundo a qual compôs a novela Nadja (1928). Em seu Segundo Manifesto do Surrealismo (1930), reafirma a fidelidade ao movimento.

A cultura do Século 20, com sua proliferação de imagens instantâneas e massificadas, parece ser bem expressa por esse meio.

Fontes: Enciclopédia Digital Master..
              Dicionário Aurélio Século 21.


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