Caricatura
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     Trata-se de uma representação (geralmente de pessoas) em que são mostrados, de forma exagerada, aspectos do objeto retratado, normalmente na tentativa de se obter efeitos cômicos.

     A distorção e o uso de poucos traços são comuns na caricatura. Diz-se que uma boa caricatura pode ainda captar aspectos da personalidade de uma pessoa através do jogo com as formas. É comum sua utilização nas sátiras políticas.

     Às vezes, esse termo pode ainda ser usado como sinônimo de grotesco (a imaginação do artista é priorizada em relação aos aspectos naturais) ou burlesco.

     Annibale Carracci foi um dos grandes expoentes da caricatura. É o pioneiro na História da Arte a utilizar-se dela, contrapondo-a à idealização.

CARRACCI, família de pintores italianos do fim do séc. XVI: LUDOVICO (Bolonha, 1555 - id., 1619) e seus dois primos AGOSTINO (Bolonha, 1557 - Parma, 1602) e ANNIBALE (Bolonha, 1560 - Roma, 1609) foram os decoradores da galeria do Palácio Farnese. Em 1585, fundaram em sua cidade natal uma escola onde se formaram grandes artistas do século XVII e que foi a origem do ecletismo acadêmico.

     Artistas da Escola de Bologna também destacam-se nessa forma de arte, como Domenichino e Guercino. Pier Leone Ghezzi (1674 - 1755) foi um dos primeiros a dedicar-se quase que integralmente à realização de caricaturas.

DOMENICHINO (Domenico ZAMPIERI, dito il), pintor e arquiteto italiano (Bolonha, 1581 - Nápoles, 1641), discípulo dos Carracci. Sua obra mais famosa é a decoração, em afrescos, da igreja de São Luís dos Franceses, em Roma.
GUERCINO (Giovanni Francesco BARBIERI, dito Il), pintor italiano (Cento, perto de Bolonha, 1591 – Bolonha, 1666), aluno de Carracci. Sua obra-prima é Aurora (Casino Ludovisi, Roma).

     Levando-se em conta que os críticos costumam considerar atributos importantes de uma boa caricatura a máxima expressividade com o mínimo de traços, Gianlorenzo Bernini (1598 - 1680) é tido como um dos mais brilhantes caricaturistas.

BERNINI (GIAN LORENZO), pintor, escultor e arquiteto italiano (Nápoles, 1598 - Roma, 1680). Mestre do barroco monumental e decorativo, construiu a colunata de São Pedro, em Roma e é o autor, nessa cidade, de numerosos monumentos (Êxtase de Santa Teresa) e de fontes (Tristão, Quatro rios). Devem-se-lhe também alguns bustos. Luís XIV chamou-o à França em 1665, mas seus projetos para a fachada principal do Louvre não foram executados.

     É comum vermos caricaturas políticas em nossos jornais ou revistas. Entretanto, as sátiras sociais através de caricaturas já existiam principalmente a partir do Século 18, realizadas por artistas de renome.

     Os ingleses James Gillray (1757 - 1815) e Thomas Rowlandson (1756 - 1827) eram alguns desses artistas considerados brilhantes caricaturistas, que faziam o observador logo reconhecer a personalidade que estava sendo estereotipada.

     A agitação social da França do Século 19 foi um prato cheio para os caricaturistas do período. Destacam-se artistas como Honoré Daumier (1808- 1879), considerado um dos melhores do gênero, cuja vítima preferida era o governo de Luís Felipe (1773 - 1850). Seus trabalhos costumavam estar presentes no diário Le Charivari e no semanal La Caricature.

DAUMIER (Honoré), pintor, litógrafo e escultor francês (Marselha, 1808 – Valmondois, 1879). Célebre por suas caricaturas políticas e sociais, é também autor de pinturas e de esculturas.

     Artistas como Tiepolo, Puvvis de Chavannes e até Picasso, também têm trabalhos de caricatura. Monet,  por exemplo, era caricaturista no início de sua carreira. É comum ainda o uso de elementos caricaturais nas artes gráficas contemporâneas.

TIEPOLO (Giambattista), pintor e gravador italiano (Veneza, 1696 - Madri, 1770). Sua inventiva é brilhante, e o colorido, claro e alegre.

Fonte: Enciclopédia Digital Master..
            Enciclopédia Koogan-Houaiss.


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