Automatismo
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     Trata-se de um método de produção artística que prioriza a atividade subconsciente sobre a consciente. Baseia-se na crença dos potenciais criativos liberados quando o subconsciente controla a expressão, tentando suprimir-se a possível censura realizada pela mente consciente.

     Esse método foi bastante desenvolvido no século XX, com as vanguardas artísticas, principalmente através dos Surrealistas, Expressionistas Abstratos e Pintores Ativos.

     Jackson Pollock, por exemplo, membro deste último grupo, acreditava que o automatismo deveria ser regra fundamental de todo o processo criativo, a grande diretriz de qualquer composição. Nesse ponto, é interessante contrastar com a metodologia surrealista, em que o automatismo alcança grande desenvolvimento.

     Apesar dos artistas surrealistas realmente utilizarem-se do automatismo como instrumento de criação, processo que liberaria imagens, posteriormente costumavam-se debruçar-se sobre o que foi criado dessa maneira, procurando aumentar seu potencial artístico, utilizando-se de expedientes típicos da mente consciente. Ou seja, o inconsciente poderia trazer à tona a inspiração, mas esta posteriormente seria trabalhada para atingir uma forma mais adequada.

     Atribui-se o pioneirismo, no uso desse método, ao artista russo estabelecido na Inglaterra, Alexandre Cozens (1717- 86). Em seu tratado "Um Novo Método para Auxiliar na Invenção nas Composições de Desenhos Originais de Paisagens", defende o uso de rabiscos ou manchas incidentais no estímulo imaginativo, que daria origem posterior às formas de paisagem.

     O artista renascentista sugere que ao olhar para uma parede suja, por exemplo, ou a indefinida aparência de uma pedra, pode-se descobrir vários desenhos. Dentro da confusa massa de objetos, a mente seria alimentada abundantemente com desenhos e assuntos totalmente originais.

Fonte: Enciclopédia Digital Master.


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